Fabiana Murer confirma aposentadoria: “Não salto nunca mais”

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 foram a última competição de Fabiana Murer. Campeã mundial do salto com vara em 2011 e vice em 2015, ela confirmou sua aposentadoria como atleta profissional nesta quinta-feira, pouco mais de uma semana depois de saltar pela última vez na carreira. No Engenhão, não conseguiu passar da fase classificatória da prova em que é recordista sul-americana, devido a uma hérnia de disco cervical.

A paulista de 35 anos de idade planejava encerrar a carreira como atleta no segundo semestre. Nem a melhor marca da vida, de 4,87m, obtida em julho, fez a saltadora repensar sua decisão. O último mês como atleta profissional foi atrapalhado por uma hérnia cervical, que a impediu de treinar e competir com regularidade na preparação para os Jogos e a fez cancelar a participação em quatro torneios posteriores ao Rio.

“As Olimpíadas foram minha última competição, não salto nunca mais”, disse em meio a risos contidos. “Amei estar no esporte, gostava de saltar, estar na competição. Consegui muitas medalhas, recordes e tudo o que conquistei na minha carreira fica. Queria ter saltado 5m, não saiu, mas fico muito contente de fazer a melhor marca da carreira no meu último ano”, disse.

O fim da carreira como atleta não encerra a relação de Fabiana Murer com o esporte. Ela passará a atuar como gerente institucional do clube de atletismo BM&F Bovespa, que representou até as Olimpíadas. Murer também é casada com Elson Miranda, seu técnico ao longo de toda a carreira. Ele continua trabalhando com atletas do salto com vara na equipe.

Murer era cotada como candidata a medalha no salto com vara nas Olimpíadas do Rio 2016. Ela atingiu a melhor marca de sua carreira e quebrou o recorde sul-americano ao saltar 4,87m no Troféu Brasil, em julho. A menos de um mês dos Jogos, foi diagnosticada com hérnia de disco cervical.

Ela foi eliminada ainda na fase classificatória dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, errando suas três tentativas de ultrapassar 4,55m. Ela optou por começar sua participação com o sarrafo já nesta altura porque a hérnia a deixava sem força no braço e nas costas para realizar muitos saltos. Assim, tentou se classificar diretamente à final e ganhar mais tempo para se recuperar para a briga por medalhas.

“Saí com um misto de sensações. Chateada por não estar na final, não ter feito o salto, por tudo o que tinha trabalhado em todos esses anos. Mas sabendo que era o fim da minha carreira. Juntou tudo”, disse a agora ex-atleta brasileira.

A prova feminina do salto com vara nas Olimpíadas do Rio 2016 foi vencida pela grega Ekaterina Stefanidi, com 4,85m na final. A marca é 2cm menor do que o recorde sul-americano da paulista obtido menos de dois meses antes. No masculino, o ouro foi do brasileiro Thiago Braz, que chegou a treinar com Elson Miranda, técnico e marido de Fabiana Murer, antes de se mudar para a Europa e trabalhar sob as orientações do ucraniano Vitaly Petrov.

“Até o último momento acreditei que seria possível. Todo o mundo me deu força, até treinadores de outros países me deram dicas de exercícios. Fiz meu último treino quatro dias antes das Olimpíadas, com saltos bons, e tinha melhorado bastante em relação ao último treino. Estava bem fisicamente, só com essa dificuldade no braço esquerdo. Achei que na hora fosse dar, mas o braço não funcionava”, lamentou.

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