Exposições celebram os 23 anos do MAC

Pedro Conforte –

O maior símbolo de Niterói, que levou o nome da cidade para o mundo, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) completou 23 anos de existência na última segunda-feira. Uma das obras mais conhecidas do arquiteto Oscar Niemeyer, o ‘Disco Voador’ já foi visitado por milhões de pessoas. Apenas em 2018 foram mais de 300 mil visitantes passando pelas suas exposições. Para comemorar o aniversário, foram abertas as exposições “Tempo aberto”, do artista costarriquenho Federico Herrero; e “Em colaboração com o Sol”, do argentino Eduardo Navarro. Esta é a primeira vez que dois artistas estrangeiros, mais especificamente latino-americanos, abrem individuais ao mesmo tempo, no museu.

Inaugurado em 2 de setembro de 1996, a construção em si já é uma obra de arte para a contemplação de turistas e moradores. “Eu corro aqui todos os dias e ter o MAC como pando de fundo é sempre gratificante. Niterói é uma cidade de sorte por ter uma obra dessa magnitude feita pelo Oscar Niemeyer”, contou Afonso Oliveira, de 43 anos.

Mas além de um prédio a ser admirado, o museu possui um acervo de 1.217 obras da Coleção João Sattamini, reunido desde a década de 1950 pelo colecionador João Sattamini, constituindo a segunda maior coleção de arte contemporânea do Brasil.

Exposições no mês de aniversário

Para o salão principal, Federico Herrero idealizou uma exposição sobre a relação entre pintura, instalação, site specificity e efemeridade, borrando a linha onde a exposição começa e onde termina, não apenas no sentido de espaço ou campo, mas também em sua relação com o tempo. Trata-se da primeira individual dele em uma instituição no Brasil. “A exposição que preparei para o MAC se concentra na pintura e nas relações temporais que ocorrem entre o prédio e a paisagem onde está localizado, um exercício para se deslocar do local específico para o aspecto específico do tempo da pintura”, explicou Herrero.

Já na varanda, que possui um enriquecedor diálogo com a Baía de Guanabara, Eduardo Navarro apresenta na mostra “Em colaboração com o Sol” uma série com cerca de 50 desenhos do artista – alguns deles diretamente relacionados à arquitetura de Niemeyer, que se tratam de ficções a respeito de sua forma – e desenhos diversos baseados na relação entre imagem e texto. “Como é comum a toda sua produção, as narrativas ficcionais e por vezes futuristas são de grande interesse para Navarro”, contou Raphael Fonseca, um dos curadores das mostras.

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