Exploração do pré-sal é discutida em audiência em Niterói

Anderson Carvalho –

A produção escoamento de petróleo e gás natural no polo do pré-sal da Bacia de Santos, denominado Etapa 3, desenvolvida pela Petrobras, foi tema de audiência pública nesta terça-feira (27) no Teatro Popular Oscar Niemeyer, no Caminho Niemeyer, no Centro de Niterói. O evento foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e tratou dos impactos positivos e negativos do empreendimento para a região. Participaram representantes da Petrobras e da sociedade civil.

Carlos Simonsen, representante da empresa paulista Mineral Engenharia e Meio Ambiente, responsável pelo Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), apontou os principais impactos negativos e positivos no meio ambiente e socioeconômicos nas regiões afetadas.

“Entre as negativas, o crescimento do efeito estufa na emissão atmosférica; a perturbação no nécton, que são animais que se movem livremente na coluna de água, como peixes e mamíferos marinhos e perturbação nas aves marinhas; interferência na atividade pesqueira artesanal; no uso, ocupação e valor do solo. Entre as positivas, o tratamento dos efluentes e a trituração dos resíduos alimentares; a mobilização da sociedade civil e o acúmulo de conhecimento técnico-científico”, apontou Simonsen.

O Projeto Etapa 3, desenvolvido pela empresa Petrobras, tem como objetivo produzir e escoar petróleo e gás natural do Pré-sal da Bacia de Santos, dando continuidade ao conjunto de empreendimentos em licenciamento/licenciados nesta região, tais como os Projetos Etapa 1 e Etapa 2. Com o maior conhecimento do Pré-sal, sua área foi sendo dividida em diferentes projetos. Para o licenciamento ambiental, os projetos foram agrupados em diferentes processos.
O Pré-sal é uma extensa área ao longo da costa brasileira, com 800 quilômetros de extensão e 200 quilômetros de largura, com possibilidade de ter gerado e acumulado petróleo. É chamado de pré-sal porque as rochas geradoras de petróleo estão localizadas abaixo de uma camada de sal que pode chegar a mais de dois quilômetros de espessura. Nesta região está situada a Bacia de Santos, a maior bacia sedimentar marítima do país, com uma área total de mais de 350 mil quilômetros quadrados e que se estende de Cabo Frio (RJ) a Florianópolis (SC).

Entre os gasodutos de exportação do produto está a Rota 3, que compreende o trecho terrestre passando de Maricá a Itaboraí, onde a partir de 2020 vai funcionar a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj). A Rota 3 prevê a criação de 5 mil empregos diretos e 20 mil indiretos.

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