Expectativa de contratação para vaga temporária chega a 10% em Niterói

Raquel Morais –

A Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Assertem) aposta que em todo o país, de janeiro a março, 260 mil trabalhadores estejam trabalhando temporariamente. A marca é 9% maior do que o primeiro trimestre de 2017, onde 239 mil foram admitidos. Em Niterói, para o período de Páscoa, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL-Niterói) estima aumento de efetivo de 10%. A mesma estatística de São Gonçalo prevê 8% do quadro de contratações temporárias. E já tem gente comemorando a tão sonhada vaga na esperança da efetivação após o período específico.

Após nove meses procurando emprego, a gonçalense Jaqueline Marins, de 31 anos, conseguiu uma vaga temporária em uma loja especializada em chocolate. “A minha intenção é conseguir ser efetivada. Sei que é difícil mas mostrando um bom serviço e agarrando as oportunidades sei que tenho chance”, pontuou.

A consultora da loja, Beatriz Mattos, de 20 anos, disse que essa semana está treinando alguns funcionários novos para o período. “Sempre recebemos novos colegas de trabalho e é bom para dar uma força no trabalho, que aumenta muito nesse período”, comentou. A previsão da Assertem é que a efetivação é em torno de 4,5%, em dados nacionais, o que deve acontecer regionalmente.

Para Luiz Viera, presidente da CDL-Niterói, o tempo médio de contratação varia um pouco de empresa para empresa, mas no caso de Niterói, esse período é de dois a três meses de antecedência, considerando que a maioria das lojas que se dedicam integralmente a Páscoa, como os setores de chocolates e embalagens, por exemplo, são franquias (…). Para o período, a expectativa da CDL é de um aumento de 3% nas vendas, em comparação ao mesmo período do ano passado. “Assim como nos anos anteriores, com a finalidade de ampliar o movimento em todos os segmentos do varejo, a entidade tem feito uma campanha para que os presentes de Páscoa não se limitem apenas aos tracionais ovos de chocolate e chocolates em geral. Estamos incentivando o consumidor a diversificar o investimento, pensando também em brinquedos, roupas, calçados e vários outros bens como opção de presente”, frisou.

Já o presidente da CDL-São Gonçalo, Mario dos Santos, o aquecimento no setor será expressivo e as contratações devem ser 7% acima do mesmo período de 2017. “Para um período de crise e a insegurança que o Estado vive, é um número significativo”, sintetizou. Para um comerciante que não quis se identificar o período ainda é de crise, e contratar está fora dos planos atuais da empresa. “Nossa gestão está trabalhando para manter os funcionários que temos. A situação está muito difícil e infelizmente teremos que contar com a boa vontade dos funcionários antigos para atender a demanda que geralmente aumenta”, finalizou.

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