Exército deixa as ruas nesta quarta e não ficará para o carnaval

Geovanne Mendes

Mal as pessoas começaram a se acostumar com os soldados do Exército nas ruas e confiantes de que ajudariam na segurança da região metropolitana durante o carnaval, os niteroienses amanheceram esta quarta-feira (22) sabendo que as forças armadas não continuarão na cidade na quinta. Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a retirada das tropas se dá pela não necessidade do estado em manter a ordem, já que as polícias Civil e Militar estão realizando os seus trabalhos normalmente. O ministro disse também que desde quando o Exército foi às ruas, no último dia 14, já foram gastos R$ 26 milhões referentes à alimentação e transporte dos soldados. Jungmann disse ainda que o trabalho banal e a policialização do Exército vai contra o objetivo das forças armadas.

“Não vemos mais a necessidade do exército está nas ruas. Não temos mais riscos para a população. O Exército nas ruas fazendo um trabalho banal e querer transformar as forças armadas em polícia de apoio vai contra o nosso objetivo”, afirmou por nota.

A saída do Exército das ruas durante o carnaval já preocupa o administrador Leandro Vinícius Costa. Segundo ele, ir para os blocos no Rio já é algo a se pensar com mais cautela. “Agora que acostumamos com o Exército nas ruas eles vão embora. Sinceramente nem sei se vou mais para os blocos do Rio”, comentou.

Cerca de oito mil soldados foram convocados para ajudar na segurança pública do estado depois que o governador Luiz Fernando Pezão pediu ao presidente da República, Michel Temer, ajuda para monitorar as ruas, já que mulheres e familiares de policiais militares realizaram durante dias uma manifestação nas portas dos batalhões de polícia e que tinham como objetivo impedir a saída dos policiais. Elas pediam aumento no pagamento dos militares e o depósito do 13º. No estado do Espírito Santo, onde esse tipo de protesto teve início, dezenas de arrombamentos, saques, roubos e homicídios foram realizados, já que os policiais militares, “impedidos pelas mulheres”, não saíram dos quartéis, deixando as ruas vazias, resultando numa grande onda de desordem e violência.

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