Excesso de velocidade e estacionamento irregular lideram infrações no trânsito

Pedro Conforte –

No mês de conscientização da atenção no trânsito e evitar mortes, os dados do Detran mostram que os motoristas estão com o pé pesado. Nos quatro primeiros meses de 2017, a infração mais registrada pelo órgão estadual foi excesso de velocidade (acima do permitido em 20%). Os números são alarmantes: 350.899 autuações em todo o Estado. Somando todas as infrações o departamento registrou 818.992 casos. De acordo com os últimos dados do IBGE, o Rio de Janeiro tem 4.193.776 automóveis circulando.

Em uma rápida passagem pelas ruas de Niterói, dá para ver o porque dos altos números de infrações registradas pelo Detran. Velocidade acima do permitido, estacionar em cima da calçada, trafegar em faixas exclusivas são cenas corriqueiras no trânsito da cidade, mesmo com agentes de trânsito espalhados pelas ruas.

“Por conta das obras que a acontecem na cidade o trânsito por sí já está complicado, aí vêm os ‘espertinhos’ e acham que podem fazer o que quiser. Um carro parado meio em cima da calçada e meio na rua, já complica o fluxo porque já fecha parte de uma pista. Eu tento sempre me manter dentro do que é permitido”, contou o aposentado José Augusto Elias, de 69 anos.

Além de transitar acima da velocidade (20%), outra infração líder de notificações em Niterói é estacionar em local não permitido, seja em local ou horário proibidos e estacionar no passeio, o que representa quase 10% das infrações da cidade. A Niterói Transportes e Trânsito (NitTrans) também realiza levantamentos mensais e, neste início de ano, o maior índice de infrações está na Avenida Beira Mar, em Camboinhas, na Região Oceânica, na Estrada Francisco da Cruz Nunes e Rua das Rosas, em Itacoatiara.

A realidade deste ano é um reflexo do que aconteceu em 2016. De acordo ainda com a NitTrans, as maiores infrações no município ano passado estão relacionadas ao estacionamento proibido: seja sobre a calçada, ciclovias ou ciclofaixas (24,36%), em desacordo com a sinalização (21,07%) e em local em horário proibido (21,69%).

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