Ex-secretário de Saúde vira réu por fraudes na compra de respiradores

O ex-secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Edmar Santos, virou réu por organização criminosa e peculato (desvio de dinheiro público) em uma ação sobre fraudes na compra de respiradores para o combate à Covid-19. A decisão foi tomada pelo juiz Bruno Ruliere, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público. O processo está em segredo de Justiça.

Edmar está preso desde o dia 10 de julho. Pesa sobre ele a acusação de ser um dos chefes da quadrilha que atuava dentro da Secretaria de Estado de Saúde (SES). De acordo com a investigação, o ex-secretário acompanhou o processo de contratação de 1 mil respiradores, que jamais chegaram até os hospitais públicos. O ex-subsecretário Gabriell Neves, que também está preso, assinou três contratos.

A SES pagou, de forma antecipada, R$ 36 milhões pelos equipamentos. Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que cada aparelho custou até três vezes mais que o valor de mercado.

Os promotores do Ministério Público afirmam na denúncia que “uma organização criminosa liderada por Edmar Santos e Gabriell Neves se infiltrou na Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, aproveitando-se do inédito cenário decorrente da pandemia da Covid-19 e de contratações emergenciais sem licitação para desviar milionários recursos públicos. Edmar Santos não apenas tinha ciência das atividades desenvolvidas por Gabriell Neves, mas também total domínio dos fatos, exercendo juntamente com Gabriell Neves, de forma discreta e quase oculta, a liderança da organização criminosa”.

O ex-subsecretário Gabriell Neves e os donos das empresas contratadas sem licitação, também foram presos acusados de fraude. A exemplo de Edmar, viraram réus por peculato e organização criminosa.

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