Ex-prefeito de Carmo é preso com R$ 130 mil enterrados em sítio

O ex-prefeito da cidade de Carmo, Região Serrana do Rio de Janeiro, Paulo César Ladeira, foi flagrado com cerca de R$ 130 mil enterrados em tubos de PVC, no quintal de seu sítio, ao ser preso em flagrante por policiais civis. A ação foi deflagrada no início da manhã de hoje (30).

O político foi autuado por lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultar valores oriundos de crime, com intuito de inviabilizar sua localização. A ação, em conjunto com as promotorias de Carmo e de Sumidouro, é um desdobramento da Operação Chorume, realizada na semana passada.

Ladeira, que foi prefeito da cidade de 2013 a 2020, foi intimado a depor na delegacia, onde disse que sabia que seria investigado e pretendia esclarecer alguns fatos. Em sua declaração, ele admitiu, ainda que parcialmente, ter recebido propina da empresa responsável pela coleta de lixo no município.

Ainda de acordo com o depoimento, o ex-prefeito afirmou que, como não tinha como justificar os valores recebidos, decidiu enterrar o dinheiro em seu sítio, na zona rural de Carmo. Os agentes o alertaram da necessidade de ressarcir os cofres públicos, quando o político indicou a localização dos valores.

Operação Chorume

A Operação Chorume foi deflagrada no último dia 25, pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), junto com a 112ª DP. Foram cumpridos três mandados de pris da cidade de Carmo, o ex-secretário de Meio Ambiente do município e um empresário que é sócio da empresa que fazia a coleta do lixo na cidade, acusados de corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa e prevaricação.

De acordo com o MPRJ, a investigação começou a partir de um áudio, onde ouviam-se três pessoas negociando o pagamento de propina a vereadores da cidade de Carmo, a fim de que aprovassem matéria que beneficiaria a empresa. Apurada a suposta identidade dos interlocutores, foi solicitada perícia de voz à Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT) da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), que confirmou as identidades das vozes.

A reportagem não conseguiu localizar as defesas dos envolvidos.

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