Ex-juiz federal ficha limpa é aposta do PSC para o Estado

Anderson Carvalho e Wellington Serrano

O ex-juiz Wilson Witzel, de 51 anos, saiu da magistratura para se filiar ao Partido Social Cristão (PSC) e lutar por uma melhor qualidade de vida aos fluminenses. Tem como prioridades a segurança pública e o combate à corrupção. Ele esteve na redação de A TRIBUNA na última sexta-feira e falou da campanha. “Se Deus quiser, chegaremos ao governo para reorganizar o Estado e garantir os direitos da população”, afirmou.

Witzel acredita que o Estado tem jeito. Ele disse que quatro anos é tempo suficiente para implantar uma gestão competente, ética e transparente. “Um dos maiores problemas é a corrupção. Por isso, vou fazer a Controladoria Geral do Estado, recém-criada pelo atual governador somente após eu defender a importância de uma. Ela não funciona como deveria. Evitaria ainda superfaturamentos. Nosso projeto é tornar a polícia mais efetiva na investigação. Ela vai investigar a lavagem de dinheiro e chegar ao tráfico de drogas e armas. Queremos integrar a Polícia Civil à Federal e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin)”, propôs.

Para a economia, quer investir em nova matriz econômica. “O estado é dependente da indústria de petróleo e gás. Quero fortalecer a economia do interior, através de um aeroporto maior de cargas, em Seropédica e o futuro Porto de Jaconé, em Maricá, para escoamento de mercadorias. Terá uma facilidade de logística muito boa. Quero melhorar o transporte da produção. Para isso, continuar a ampliação da BR-101 e implantar a Ferrovia E118, que sai de Vitória (ES) e vai até o sul do estado do Rio. Melhorar a organização da Ceasa, visando atender melhor os agricultores.

Minirreforma nas pastas
Witzel anunciou que a sua gestão haverá no máximo 12 secretarias. “A Secretaria de Fazenda vai perder este status e vai virar Planejamento. A ideia é tê-la ao lado da Procuradoria-Geral acima das outras secretarias para uma metodologia mais uniforme”, destacou.

Educação
Segundo Witzel, o campo da pesquisa nas universidades precisa ser incentivado e o Estado tem que ter a responsabilidade no ensino médio e técnico. “O que acontece hoje é que a Faetec não funciona porque a Secretaria de Educação não está suprindo e não faz a integração da Fundação com o mercado de trabalho e os cursos acabam formando desempregados”, afirmou.

Saúde
A proposta do pré-candidato é deixar a atenção básica por conta dos municípios e atuar na estadualização dos hospitais federais. “Vamos rever todos os contratos com as Organizações Sociais (OS). Vamos voltar com as PPPs para zerar o problema de regulação do Rio”, disse.

Biografia
Wilson Witzel é doutorando em Ciência Política, mestre em Processo Civil e professor de Direito Penal Econômico na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Nascido em Jundiaí, aos 19 anos mudou-se para o Rio e foi juiz federal por 17 anos. De 2014 a 2016, Wilson exerceu o cargo de presidente da Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

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