Ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho são presos

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nessa terça-feira (03) o casal de ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho. Mais três pessoas também são alvo da ação, que investiga esquema fraudulento de construção de moradias populares.

A Operação Secretum Domus cumpre Mandados de Prisão e de Busca e Apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes, no Norte do estado. Segundo a denúncia oferecida à 2ª Vara Criminal de Campos, investigações mostraram superfaturamento em contratos entre a prefeitura de Campos e a construtora Odebrecht, para a construção de casas populares dos programas Morar Feliz I e II, durante a gestão de Rosinha Garotinho como prefeita do município do Norte fluminense (de 2009 a 2016).

Com as prisões do casal Anthony (sem partido) e Rosinha Garotinho (Patriota), subiu para quatro on número de ex-governadores do Rio presos. Os outros são Luiz Fernando Pezão, que está no Batalhão Prisional Especial, no Fonseca, Zona Norte de Niterói, e Sérgio Cabral, que cumpre pena no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. A prisão do casal é resultado de uma investigação que apura o superfaturamento de R$ 62, 5 milhões nos contratos firmados para construção de casas populares a construtora Odebrecht, em Campos, Norte Fluminense. Existe informes de que ambos teriam sido beneficiados com cerca de R$ 25 milhões em propinas.

Pezão foi levado para a Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, na tarde de 29 de novembro do ano passado, passando a ficar preso na Sala de Estado Maior, por ter sido preso no exercício do cargo, na Operação Boca de Lobo. Assim como Garotinho e Rosinha, ele passou por uma triagem na Cadeia Frederico Marques, em Benfica. A força-tarefa da Lava Jato deu voz de prisão ao ex-governador, na manhã do mesmo dia, no Palácio Laranjeiras.

Além de Rosinha e Anthony Garotinho, foram presos na Operação Secretum Domus, denominação da ação, Ângelo Alvarenga Cardoso Gomes, Gabriela Trindade Quintanilha, e Sérgio dos Santos Barcelos, este último subsecretário da secretaria de Desenvolvimento Social, do governo Wilson Witzel. Ele determinou a exoneração imediata de Sérgio do cargo. Também foram cumpridos Mandados de Busca e Apreensão no Norte Fluminense e na capital do Rio. O Ministério Público (MP) também ordenou o bloqueio de R$ 140 milhões da construtora Contrusan, escolhida pela Odebrecht para realização de parte das obras.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPRJ, a partir da delação premiada dos executivos da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Junior e Leandro Andrade Azevedo, encontrou ilícitos nos contratos firmados nos programas habitacionais Morar Feliz I e Morar Feliz II, nos dois mandatos de Rosinha, entre os anos de 2009-2016, como prefeita de Campos. As obras ainda não foram concluídas. Uma das licitações superfaturadas foi voltada para construção de 5.100 residências, do Morar Feliz I, em outubro de 2009. O valor do contrato foi de R$ 357.497.893,43 mais os aditivos.

No segundo mandato da acusada, um nova licitação foi feita, para construção de mais 4.574 casas pelo valor inicial de R$ 476.519.379,31, no Morar Feliz II, em fevereiro de 2013. De acordo com o MP, os editais tinham cláusulas para que a Odebrecht fosse a vencedora. O MPRJ constatou superfaturamento de R$ 29.197.561,07 do Morar Feliz I e R$ 33.368.648,18 do Morar Feliz II, totalizando mais de R$ 60 milhões.

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