“Estou sem chão”, afirma pai de jovem morto ontem em ação da PM

Vítor d’Avila

Familiares dos jovens Gabriel Machado, de 21 anos, e do adolescente Jeferson Monteiro, de 15 anos, mortos ontem durante ação da PM na comunidade Santo Cristo, no Fonseca, Zona Norte de Niterói, estiveram no Instituto Médico Legal (IML) do Barreto, na manhã de hoje, para liberação dos corpos para sepultamento. O clima era de consternação.

Gelson Estevão, pai de Gabriel, afirmou estar “sem chão”. Cabe ressaltar que, segundo a família, o jovem era catador de latinhas e sofria de problemas mentais. “Era um menino trabalhador. Aí ele morreu assim, os polícia matou ele (sic). Minha família está sem chão, ainda mais que perdi minha esposa também”, disse Gelson.

Irmã de Gabriel, Jaqueline Estevão deu detalhes sobre o momento em que o jovem foi baleado. Ela afirmou que os policiais disseram que ele estava no lugar errado, na hora errada. “Ele é inocente. Estava catando latinhas aí os homens (policiais) chegaram atirando. Até o policial chegou falando que ele (Gabriel) chegou na hora errada”, relatou.

Maria Luiza, avó do adolescente, disse ter ouvido o momento dos tiros. “Todo dia quando eu levantava, a primeira coisa que eu olhava era o quarto dele. Fui trabalhar e voltei quase 11h. Fui almoçar e ouvi um tiro. Senti um aperto no meu peito”, afirmou.

O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG). O delegado Mário Lamblet, responsável pelo caso, afirma que hoje serão arroladas novas testemunhas para depor, entre elas familiares.

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