Estiagem deixa moradores de São Gonçalo sem água

Anderson Carvalho –

dona de casa Magaly Azevedo, moradora da Rua Jaime Figueiredo, no bairro Parada 40, em São Gonçalo, tem tido dificuldade de regar as plantas de seu jardim. Afinal, ela só vê água saindo da torneira duas vezes por semana. Quando sai, ela deixa na cisterna, para não ficar desabastecida. Com uma estiagem há mais de 20 dias, Magaly e tantos outros moradores gonçalenses sofrem com falta d’água e precisam improvisar no dia a dia. Para piorar, a Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) faz reparo na tubulação do sistema Imunana Laranjal neste período.

“Entra água em casa às quintas-feiras e domingos. Uso para o que é realmente necessário e o restante, guardo na cisterna. Se não fosse ela, não sei o que seria de mim. O pior é que o uso constante da cisterna impacta na conta de energia elétrica”, relatou a dona de casa.

O repositor Valdeci Nunes, moradora da Rua Fernando de Morães, no bairro Porto Novo, precisa apelar para os vizinhos na falta de água. “Na rua inteira falta água. Quando cai na casa de um vizinho, peço um pouco a ele. Os vizinhos aqui se ajudam. Quando cai na minha casa, dou um pouco também. Estou há dias sem água. Tenho tomado banho na casa do meu irmão. Cozinhar também não dá”, reclamou Valdeci.

João Vitor Menegussi, gerente de um bar na Rua Capitão João Manoel, no bairro Porto Novo, tem economizado água no estabelecimento em que trabalha. “Tem caído muito pouco. Deixamos acumular vários copos para lavá-los todos de uma vez e depois de um certo tempo escondemos a corda da descarga no banheiro para economizar. É onde temos o nosso maior gasto”, contou Menegussi.

Procurada, a Cedae informou que o fornecimento de água – sobretudo para áreas localizadas em cota elevada ou final de linha de abastecimento – está sofrendo flutuações devido ao reparo na adutora, que deve ser concluído até este fim de semana, e à estiagem que reduziu a vazão dos rios Guapiaçu e Macacu, onde a empresa capta água para tratamento e distribuição na região. A companhia vem realizando manobras operacionais para reforço do abastecimento nos locais atingidos pela estiagem e pede que moradores evitem o desperdício e consumam água de forma consciente. Entre os bairros atingidos pela seca, segundo a Cedae, estão Gradim, Madama, Patronato, Porto Novo, Paraíso, Porto Velho, Santa Catarina, Pita, Barro Vermelho e Camarão.

Em Niterói, consumo consciente
Na cidade, a concessionária Águas de Niterói vem enviando mensagens aos clientes informando que as manobras operacionais realizadas pela Cedae reduziram em 30% o fornecimento de água em Niterói e tem realizado ações para minimizar as consequências desse problema para a população, como manobras no sistema de distribuição para o abastecimento, maior número de carros-pipa para atendimento prioritário aos hospitais, escolas, creches e serviços essenciais, reforço na comunicação aos clientes quanto a necessidade do uso consciente da água, etc.

“É fundamental que o consumo de água seja feito de forma consciente para contribuir com o melhor abastecimento durante esse período de falta de chuvas”, reforça a empresa.

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