Estelionatária lucrava R$ 50 mil com ‘golpe do empréstimo’

Uma estelionatária, especialista no golpe do empréstimo contra servidores públicos, tirava, sozinha, lucro de R$ 50 mil por mês, aponta investigação da Polícia Civil. A prática criminosa foi revelada, na edição do dia 12 de maio de A TRIBUNA, e é fruto de apuração da equipe de investigação da 79ª DP (Jurujuba), coordenada pela delegada Raíssa Celles.

Na segunda-feira (24), agentes da distrital prenderam Fernanda Ribeiro da Silva Pereira. Contra ela, havia mandado de prisão temporária em aberto pelo crime de estelionato. A acusada foi localizada no distrito de Itaipuaçu, em Maricá. Segundo a polícia, ela tem 161 anotações pelo crime.

Prisão foi executada por policiais civis da 79ª DP – Foto: Divulgação

“Fernanda é uma peça chave da organização criminosa que aplica o conhecido golpe do empréstimo consignado. Ela era gerente da quadrilha, a localizamos por meio de vários IP’s e trabalho de inteligência  de várias unidades. Estamos nas buscas”, disse a delegada.

Raíssa Celles ainda confirmou que o lucro mensal de Fernanda girava na casa de R$ 50 mil, com os golpes. Além dela, outra pessoa, integrante do núcleo no qual ela participava, também está presa. Cabe ressaltar que, segundo a distrital, a prática já movimentou cerca de R$ 100 milhões, vitimando aproximadamente 500 pessoas.

Segundo a investigação, nessa modalidade de crime, que atinge principalmente funcionários públicos civis e militares, as vitimas contratam um empréstimo consignado em sua folha de pagamento e ficam com 10% do valor contratado.

Os outros 90% são entregues aos estelionatários sob o titulo de cessão de crédito com a promessa de que a empresa cessionária arcaria com o pagamento de todas as parcelas do empréstimo realizado pela vítima, além de repasse de parte do lucro obtido com a aplicação do valor cedido em vantajosas operações financeiras.

Ocorre que, após o pagamento de algumas parcelas, o golpista sumia e a vítima arcava com todo prejuízo decorrente das prestações do empréstimo realizado que, na maioria das vezes, era contratado em 72 parcelas. A distrital aponta que as empresas de fechada, instituídas para o golpe, tinham sede no Rio de Janeiro e as vítimas são, especialmente, de Niterói e São Gonçalo.

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