Estado tem apenas 27 centros dedicados às mulheres vítimas de violência

Um mapeamento do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM) apontou que não há centros de atendimento às mulheres vítimas de violência no Centro-Sul e na Costa Verde do Estado. E no total, existem apenas 27 locais para esse tipo de auxilio nos 92 municípios do Rio de Janeiro. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) durante audiência pública no Palácio Tiradentes, da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para discutir a crise que atinge os centros especializados no atendimento às mulheres.

“Estamos sobrecarregadas de trabalho. Temos poucos locais para atendimento e que estão sucateados. Não há segurança, nem carros para locomoção para percorrer municípios e atender às mulheres que precisam ir para um abrigo porque correm risco de morrer. É necessário sigilo dessas vítimas e isso não acontece hoje porque não temos viaturas. Já o Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) Márcia Lyra, no centro do Rio, que é referencia de atendimento às vítimas no estado, está sucateado há tempos”, destacou Helena Piragibe, presidente do CEDIM. Ela disse ainda que além das péssimas condições no funcionamento no Ciam, há poucos funcionários e falta de capacitação dos profissionais.

A superintendente de enfrentamento da violência contra a mulher da Subsecretaria de Políticas para Mulheres, Patrícia Xavier, afirmou que haverá a reforma do prédio do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM) e também do CIAM Márcia Lyra. “Já foi feita uma vistoria no prédio do CEDIM e no CIAM Márcia Lyra e há um processo para a reforma desses dois locais. Além disso, estamos trabalhando para que o CIAM de Queimados, na Baixada Fluminense, tenha uma casa maior para melhor atender às vítimas do município”, disse Patrícia.

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, deputada Enfermeira Rejane (PC do B) disse que enviará um ofício ao presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), com assinaturas de todos que participaram da audiência para passar as demandas discutidas durante a reuniã. “Vamos pedir apoio ao presidente da Casa para conseguirmos uma reunião com o governador do estado com objetivo de falarmos sobre políticas públicas para as mulheres. Temos legislação que busca dinheiro do Fundo de Combate à pobreza, mas a norma precisa ser regulamentada pelo governo”, salientou a parlamentar.

Também participaram da audiência pública a deputada Mônica Francisco (Psol), o deputado Waldeck Carneiro (PT), além de representantes da Polícia Militar, dos centros de atendimento às vítimas de violência, e do Ministério Público (MP-RJ).

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