Estado tem alta de veículos financiados

Geovanne Mendes –

Que o país vive uma das maiores crises de sua história isso todo mundo sabe e sente na pele e principalmente no bolso o reflexo deste amargo cenário econômico. Mas uma pesquisa realizada por uma empresa especializada no mercado financeiro joga uma luz para o futuro econômico do país. Um dos setores mais importantes, o de comercialização de carros novos e usados, teve um aumento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando no estado foram comercializados através de financiamentos 24.353 veículos. Os dados incluem automóveis leves, motos e pesados, considerando unidades novas e usadas.

O levantamento é da B3, empresa resultante da combinação de atividades da BM&FBovespa, uma das maiores bolsas do mundo em valor de mercado, e a Cetip, maior depositária de títulos privados da América Latina. A B3 opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), base integrada de informações que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito em todo o Brasil. O SNG impede que o processo de financiamento de veículos seja suscetível a fraudes sistêmicas.

Ao somarem 21.488 unidades vendidas a crédito em julho, os autos leves foram responsáveis por 88% do total financiado no estado. O resultado mostrou alta de 4,3% em relação ao mesmo mês de 2016. Já as motos totalizaram 2.190 unidades negociadas, crescimento de 8,8% na mesma base de comparação. No acumulado do ano, os financiamentos de veículos totalizaram 165.618 unidades, entre novas e usadas, avanço de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar da euforia de empresas ligadas ao mercado financeiro, em Niterói os números ainda são tímidos, houve um leve aumento no número de carros de passeio emplacados em julho deste ano e o mesmo mês do ano passado, porém as lojas revendedoras ainda remam contra a maré da crise que vem assolando o mercado local e agregam valores nos produtos para poder oferecer ao cliente o melhor custo-benefício neste que é um setor super competitivo.

“Ainda vivemos o período de crise. Em julho de 2016 foram emplacados 206.919 carros de passeio, este ano, no mesmo período foram emplacados 207.748, um leve aumento de 0,4%. Ainda assim, as vendas estão fracas, engatinhando e por isso oferecemos como garantia ao cliente a certeza de que ele está realizando uma compra consciente e que estará levando para casa um produto de qualidade”, aponta Tales de Carvalho Santos, especialista no setor de veículos e gerente de uma loja revendedora de carros novos e usados no Centro de Niterói.

Tales diz ainda que a taxa de juros está favorável ao consumidor e que hoje em dia os bancos e financeiras buscam no perfil do cliente uma diferenciação na hora de oferecer o crédito.

“Hoje em dia as financeiras e os bancos oferecem taxas de 1,2% a 1,7%, não são taxas altas, no passado recente, há dois anos, por exemplo, os juros chegavam a 2,9%. Hoje essas empresas estão analisando o perfil do bom pagador e do cliente estável, como servidores públicos, por exemplo, e geram linhas de crédito com baixas taxas de juros”, conclui.

O representante comercial José Tadeu Navarro, de 56 anos, sabe como é difícil fechar um bom negócio e há 10 anos compra na mesma loja para evitar surpresas.

“Este ramo de automóveis tem muita gente que dá golpe. Não confio em qualquer empresa e recomendo os consumidores buscarem não só o preço baixo, mas também a certeza de que os carros são de qualidade e possuem um histórico que o tranquilizem”, comenta o consumidor.

De acordo com a pesquisa, o Sudeste, líder nos financiamentos de veículos em todo o Brasil, totalizou 198.149 veículos vendidos a crédito em julho, alta de 10,7% em relação ao mesmo período de 2016. Deste total, os automóveis leves foram responsáveis por 168.876 negociações e as motos por 21.923.

O total de veículos financiados no Brasil em julho somou 420.809 unidades, entre automóveis leves, motocicletas, pesados e outros, aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2016. Desse total, as vendas a crédito de veículos novos atingiram 148.997 unidades, enquanto os usados chegaram a 271.812.

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