Estado nega que decretará falência até o final do ano

Que o Estado do Rio vive a pior crise econômica de todos os tempos, não é novidade. E a notícia de que o governador em exercício Francisco Dornelles decretará falência até o final do ano deixou muitos servidores preocupados. Mas, ontem, o Estado desmentiu essa hipótese. A assessoria de imprensa informou que não há possibilidade, mas acenou dizendo que continua trabalhando e concentrando esforços visando uma boa gestão das contas públicas.

A falência seria decretada apenas após o segundo turno das eleições. Questionada sobre a atual dívida do Estado com o Governo Federal, a assessoria informou que dados fiscais não podem ser repassados. Já a Secretaria de Estado de Fazenda informou que acompanha o desdobramento do projeto de lei que está em discussão no Congresso sobre a renegociação da dívida dos estados com o Governo Federal.

Enquanto as conversas acontecem, o funcionalismo público no Estado sofre. Hospitais estaduais sem médicos e muito funcionários em greve. A situação da Educação não é das melhores. Professores voltaram às aulas, mas terceirizados foram dispensados e, em algumas escolas não há porteiros e inspetores de alunos.

Jorge Darze, integrante do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe), explicou que não se pode declarar falência num Estado já falido. Ele salientou que a saúde, que é um setor importantíssimo e que deve ser garantido pelo Estado como um direito constitucional, está em decadência total.

“A decretação da falência é pura formalidade porque o Estado já está em falência. Alguns setores estão vivendo crise sem precedente e colocam a vida da população em risco. Estamos reivindicando com o procurador-geral da República uma intervenção no Rio de Janeiro. Até agora não tivemos nenhuma resposta positiva. Saúde por exemplo, é uma área em decadência”.

A auxiliar de escritório, Simone Xavier, de 49 anos, está vendo de perto a crise no Estado. Sua irmã, que trabalha como assistente social no Tribunal de Justiça, está sofrendo com salários atrasados. “Minha irmã está recebendo salário atrasado há três meses. Eu acho que isso é um absurdo porque para as Olimpíadas apareceu dinheiro, mas para pagar funcionário o dinheiro some”.

Pezão
A licença médica do governador Luiz Fernando Pezão foi estendida até 28 de setembro. De acordo com a equipe médica que trata do governador, o motivo da prorrogação se dá pela necessidade de sua recuperação física diante dos efeitos colaterais da quimioterapia. No próximo mês, o governador será submetido a nova perícia médica.

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