Estado do Rio confirma primeiros casos do coronavírus através de transmissão local

Hoje a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) confirmou três casos de transmissão local do coronavírus. Isso significa que os pacientes infectados, um homem de 72 anos, sua esposa de 68 anos e outro paciente não identificado, foram contaminados dentro do país. Agora é necessário uma mudança nos protocolos de segurança, já que antes os 13 casos confirmados no Rio de Janeiro foram contraídos no exterior. O Estado saiu do nível zero e está no nível 1 do Plano de Contingência e ao todo são 16 casos da doença: 14 no Rio do Janeiro, um em Niterói e outro em Barra Mansa.

O nível 1 do Plano de Contingência prevê 206 leitos exclusivos para tratamento de pessoas infectadas que estejam em estado grave. Esses leitos poderão ser disponibilizados nas redes municipais, estaduais e federais. O nível 1 é a transmissão para pessoas que estão perto das pessoas que estão com a doença, é considerada uma transmissão local e não comunitária, onde não se sabe de onde veio o vírus. No caso do paciente de 72 ele participou de um congresso de medicina e contraiu a doença, que foi passada para sua esposa de 68 anos. Os dois estão em isolamento domiciliar e estáveis.

“Este sãos os primeiros casos no estado de pacientes que não estiveram em países com transmissão comunitária. Como já havia alertado, estávamos esperando que isso acontecesse em breve. No entanto, ressalto que não há motivo para pânico”, alertou o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.

De acordo com nota da SES o primeiro objetivo estratégico do plano de contingência é intensificar medidas de segurança para conter a transmissão humano a humano, incluindo as infecções secundárias entre pessoas próximas e profissionais de saúde. Caso uma pessoa apresente sintomas e sinais de doenças respiratórias, ela será identificada imediatamente, isolada e atendida da forma como preconizam a OMS e o Ministério da Saúde.

Epidemia em quatro semanas

Segundo o secretário, a crise mais intensa do coronavírus no Rio tem previsão de acontecer entre duas e quatro semanas. Em seguida, com a chegada do inverno, a epidemia deve se estender até completar cinco meses, quando o contágio deve começar a diminuir.

Segundo a SES, houve um aumento no número de casos suspeitos. Na quarta-feira eram 88 e ontem, de acordo com o balanço, os casos monitorados chegavam a 228. Isto é: 140 casos suspeitos novos. Na Região Metropolitana, que possui um caso confirmado, os números voltaram a ter aumento nos quadros suspeitos. Em 24 horas, passou de 24 casos para 35. Em Niterói, que na quarta-feira tinha 13 casos suspeitos passou para 27. Já em São Gonçalo, que chegou a ter quatro casos, e havia baixado para um caso suspeito ontem, agora tem dois, Maricá, com um caso e Itaboraí, que havia descartado um caso na quarta-feira registrou cinco casos suspeitos novos ontem.

Os locais de residências dos pacientes que estão sendo monitorados como suspeitos são: Rio de Janeiro (125), Barra Mansa, com oito; Barra do Piraí, com dois; Belford Roxo um; Campos dos Goytacazes, com um; Casimiro de Abreu, um; Conceição de Macabu, dois casos; Cordeiro, dois casos; Duque de Caxias, um caso; Macaé, um caso; Miracema, tem dois casos; Nova Iguaçu, com três; Petrópolis, com três; Rio Bonito que tinha um passou para quatro; São João do Meriti, dois casos; Teresópolis, quatro casos; Valença, com dois; Volta Redonda, tem quatro. Já na Região dos Lagos, depois de São Pedro da Aldeia, que tem um caso suspeito, a cidade de Cabo Frio também apareceu com um. Há ainda 15 casos de pacientes que residem no exterior e oito casos em locais de residência em investigação.

O número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) no país subiu para 77 na atualização mais recente do Ministério da Saúde, divulgada na tarde de ontem (12). No balanço anunciado na parte da manhã, o total de pessoas infectadas era 60. O aumento se deu sobretudo no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde os casos confirmados saíram de 30 para 42 entre os dois balanços de ontem.

Pernambuco identificou dois casos e pela primeira vez aparece na lista do Ministério da Saúde. Paraná (seis), Minas Gerais (um), Distrito Federal (dois), Rio Grande do Sul (quatro), Alagoas (um), Espírito Santo (um) também tem casos confirmados. A Região Norte é a única sem casos confirmados. Roraima, Amapá e Tocantins não tiveram até o momento nenhum caso confirmado ou suspeito. Os casos suspeitos saltaram de 930 para 1.422, um aumento de 50% em menos de um dia. São Paulo também lidera nesse grupo (704), seguido por Minas Gerais (117), Distrito Federal (82), Rio de Janeiro (76) e Santa Catarina (73). As situações descartadas somaram 2.662.

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