Estado desiste de remanejar centro de educação para jovens e adultos do Liceu

Raquel Morais –

Um anúncio do secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes, sobre a possibilidade do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), no Centro de Niterói, ser incorporado a uma possível ampliação do Liceu Nilo Peçanha levou a Comissão de Educação da Alerj realizar uma visita na unidade. A vistoria, capitaneada pelo próprio presidente, o deputado estadual Flavio Serafini (PSol), aconteceu na manhã desta quinta-feira (25) e um relatório será elaborado para pontuar a necessidade desse espaço não ser suprimido, mesmo com o retrocesso do secretário após a manifestação feita por vídeo.

O Ceja Niterói fica nas dependências do Liceu Nilo Peçanha e a superlotação da escola fez o secretário manifestar a vontade de ampliar as dependências da escola usando o espaço físico do Ceja. Segundo estudo da própria comissão, o Ceja Niterói atende atualmente quatro mil estudantes em sistema semipresencial. Jovens e adultos que ainda não concluíram seus estudos e que não têm tempo de frequentar uma escola presencial por causa de trabalho, família e tantos outros motivos, vêm no Ceja a oportunidade de avançar nos estudos. Esses alunos moram ou trabalham nos municípios de São Gonçalo, Itaboraí, Rio e Niterói. O Ceja atende também pessoas com necessidades especiais e idosos mesmo sem toda a infraestrutura necessária, pois a escola entende que essas pessoas precisam ser incluídas na comunidade escolar.

A professora do Ceja Fabiana Carvalho disse que essa amplitude no atendimento de estudantes de vários municípios reforça a importância desse centro de ensino. “Isso para a gente é muito bom e não tem porque retirar esse espaço para ampliar o Liceu. Chegamos a ficar tensos com essa possibilidade. Essa estrutura é essencial para a formação e principalmente pela ótima localização da escola”, contou.

“O anúncio do secretário foi que o Ceja seria retirado do local e ele não disse para onde iria. Mas logo depois o vídeo foi retirado do ar. Esse tipo de medida exige um planejamento para que não prejudique ninguém, ainda mais esse espaço em Niterói, que é um dos núcleos mais importantes do Rio de Janeiro. É importante garantir que esse espaço funcione com estabilidade, pois a instabilidade e interrupção são coisas maléficas para a educação. Vamos montar um relatório e buscar um esclarecimento sobre esse pronunciamento, mesmo o secretário tendo voltado atrás”, frisou o deputado estadual Flavio Serafini.

A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro informou que não foi falado que o Ceja iria acabar. “O que foi dito na ocasião foi que o Ceja seria remanejado. Entretanto, após conversar com professores e direção, a pasta decidiu utilizar espaços no próprio Liceu para ampliação de salas e laboratórios para implementação do tempo integral”.

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