Estado aponta irregularidades na campanha de vacinação

A Secretaria de Saúde do Estado identificou infrações na campanha de vacinação em todo o estado. Alguns municípios estão usando as doses pra imunizar pessoas de outras cidades, além de estarem ignorando a obrigatoriedade da aplicação de duas doses da vacina Sinovac/Butantan, falta de planejamento na utilização de todas as doses contidas em mesmo frasco e o desrespeito aos grupos prioritários.

“A secretaria não tem poder de polícia. O que podemos fazer é fiscalizar e denunciar aos órgãos de controle, como o Ministério Público e Defensoria Pública, do estado e da esfera federal. Esses órgãos precisam agir o mais rapidamente possível, para que o desrespeito às regras não se torne comum. Todos esses casos que estão acontecendo são muito graves, e podem prejudicar a população”, disse o secretário Carlos Alberto Chaves.

O secretário usou como exemplo os profissionais da saúde que estão saindo de Niterói para se vacinar em São Gonçalo. E também a vacinação em Duque de Caxias de profissionais da Educação acima de 60 anos, que não constam na primeira fase dos grupos prioritários estabelecidos pelo Ministério da Saúde e ratificados pelo governo do estado.

Carlos disse que “os municípios têm autonomia no planejamento da campanha de vacinação, mas devem respeitar os grupos prioritários da etapa inicial: idosos residentes em instituições de longa permanência, pessoas com deficiência vivendo em instituições, profissionais de saúde e indígenas em terras indígenas”.

Mário Sérgio Ribeiro, superintendente de vigilância epidemiológica, disse que os municípios podem avançar com a vacinação para outros grupos prioritários desde que já tenham imunizado toda a população da primeira fase. E lembrou que é preciso administrar bem as doses para evitar o desperdício.

“Cada frasco contém várias doses. Se o posto vai fechar às 17h, por exemplo, não se pode abrir um frasco às 16h sem que haja pessoas dos grupos prioritários na unidade em número suficiente para serem vacinadas. No fim do dia, se sobrar alguma dose, a unidade pode vacinar as pessoas que residem próximo a unidade de saúde, desde que essas pessoas pertençam a algum grupo prioritário. Podem ser pessoas de outras fases, como os professores, mas devem estar incluídas em algum grupo prioritário. Não se pode sair vacinando pessoas a esmo”, disse Mário Sérgio Ribeiro.

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