Estado abandona obras e rodovias de São Gonçalo e Niterói

Aline Balbino

Três importantes obras em São Gonçalo e Niterói estão totalmente abandonadas pelo Governo do Estado há mais de cinco meses. O Hospital da Mulher, Rio Imagem 2 e a nova sede da Divisão de Homicídios são alguns dos empreendimentos que não veem movimentação de obra há muito tempo. O Estado não se pronuncia sobre o caos que tem causado em ambas as cidades. Sem esquecer em obras de infraestrutura que deveriam ser feitas, mas que parecem ter caído no esquecimento.

No Hospital da Mulher, há lixo e focos de dengue. Comerciantes próximos afirmam que há mais de cinco meses não veem trabalhadores no local. Até mesmo o vigia foi dispensado. O resultado é um grande empreendimento, com a estrutura praticamente montada, mas que está abandonado.
“Eu penso em engravidar ainda este ano e sei que não terei meu filho no Hospital da Mulher porque essa obra não acontece. Moro aqui perto e sei que terei que procurar um hospital em outro lugar, outra cidade. Acho que isso aqui é um grande desperdício de dinheiro público”, disse Carla Souza, de 29 anos.

O Rio Imagem 2 e a nova unidade da Divisão de Homicídio são outros dois grandes empreendimentos que sofrem com o abandono. Na segunda obra, não há sequer estrutura erguida. O Rio Imagem 2 teve sua conclusão adiada diversas vezes e a última previsão de entrega datava de 2015. A Secretaria de Estado de Saúde informou que, diante do atual momento, a prioridade para a destinação de recursos tem sido a manutenção do funcionamento da rede estadual de saúde. Todo recurso disponibilizado para a SES está sendo direcionado, prioritariamente, para a assistência à população.

As rodovias RJ-104 e RJ-106 são exemplos de descaso. O viaduto de Maria Paula continua desmoronando. A destruição é fruto de inúmeros acidentes e falta de reformas. Nas rodovias é possível encontrar muitos buracos, sujeira e mato. O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) afirma que não tem dinheiro para custear obras de recapeamento.

“Esse viaduto é uma obra burra de engenharia. Não consigo entender como fazem um retorno que sai na pista da esquerda (de alta velocidade) como é o caso do viaduto de Maria Paula. Sem contar que toda vez que chove essa parte da rodovia fica inundada. Não fizeram um bom sistema de drenagem”, disse o arquiteto João Luiz Neto, de 28 anos.

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