Esperança vinda de quem conseguiu vencer o coronavírus

Desde março a rotina e a vida de milhares de pessoas tiveram mudanças drásticas, seja de comportamento, através do isolamento social, até mesmo da luta pela vida. E Niterói coleciona histórias de quem venceu o coronavírus após internação, coma e até mesmo a temida entubação. A doença veio para ressignificar a vida das pessoas e mostrar que não importa idade e nem condicionamento físico: o vírus pode atingir qualquer um.

No dia 4 de junho, João Gabriel Ribeiro, de apenas 11 anos, teve alta do Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no Fonseca. Ele ficou 12 dias internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) após desenvolver complicações graves pelo coronavírus, inclusive sendo entubado. A mãe de João, Marcelly Ribeiro, contou a angústia que passou.

“Nunca pensei que fosse passar por isso, ver meu filho nessa situação entre a vida e a morte foi terrível. O pior momento para mim foi quando ele teve que ser entubado e eu não conseguia mais falar com ele por causa do coma induzido. Mas veio o alívio e graças a essa equipe maravilhosa e toda a estrutura que foi disponibilizada, meu filho venceu. Muita gratidão por cada profissional que salvou a vida do meu pequeno”, agradeceu.

O empresário niteroiense Eduardo Marins de Mendonça, de 48 anos, foi um dos primeiros niteroienses que pegaram o coronavírus na cidade. Ele foi internado no dia 27 de março e passou 14 dias na UTI de um hospital particular. Na entrevista que deu em abril para A TRIBUNA, a voz ainda era fraca, além dele confessar sentir um cansaço ao falar muito.

“Fiquei entubado e em coma. Também emagreci 10 quilos nesse período e com os dias fui recuperando a força. Agora estou 100%, me sentindo bem e ao mesmo tempo triste com tudo que tenho visto. Alguns amigos não tiveram a mesma sorte e toda hora chega a notícia de que alguém próximo está contaminado. Me comporto como se não tivesse ficado doente e fico em casa direto e quando preciso sair uso máscara, álcool gel e mantenho o distanciamento”, explicou.

O mesmo aconteceu com o músico Thiago Cunha, 34 anos, que foi diagnosticado com o coronavírus e chegou a ficar quatro dias internado, mesmo sem estar no considerado grupo de risco.

“Na época a doença foi pesada e senti muita dor de cabeça, no corpo e na coluna. Também tive muito desconforto por tosse, inclusive com sangue, o que ocasionou uma pneumonia. Hoje estou ótimo e voltei minhas atividades físicas normalmente e fiquei totalmente curado. Consigo correr e respirar bem sem nenhuma fadiga respiratória. A vida é normal mas sempre tomando os cuidados”, frisou.

Pertencentes ao grupo de risco os idosos Oswaldo de Oliveira Rodrigues, de 69 anos, e Vera Lúcia dos Santos Rodrigues, de 72, moradores do Jardim Catarina, em São Gonçalo, também conseguiram vencer a doença após dias de internação. O senhor apresentou mal estar e teve febre e perda do olfato e do paladar. Foi internado no dia 18 de maio e teve alta no dia 22. Depois teve que ser novamente internado no dia 25 de maio até ter alta definitiva no dia 05 de junho. Já dona Vera teve a manifestação dos sintomas de forma mais agressiva. Portadora de pressão alta e diabetes ela foi ao hospital no dia 24 de maio e ficou mais de 40 dias internada entre UTI e CTI e teve alta no dia 03 de julho.

“A minha avó quase morreu e o sentimento de toda a família é de muito medo. A volta para casa foi muito emocionante e eles venceram juntos o coronavírus”, resumiu a dona de casa e neta do casal, Vanessa Resgate, 36 anos.

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