Especialistas apontam vantagens no pagamento de impostos em cota integral

O início do ano sempre propõe reflexões e muitas promessas de mudanças de comportamento e de ritmo de vida. E os acertos financeiros estão entre esses planos e a dúvida sempre é mesma: aproveitar descontos simples para pagamentos de tributos ou encarar o parcelamento ao longo de 2020? Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) são duas contas temidas pelos brasileiros, mas especialistas apontam o pagamento integral como a melhor opção para economizar nas contas do mês. No pagamento total do IPTU, até dia 7 fevereiro, o desconto varia de 5% a 8,5%, e de 3% no pagamento à vista do IPVA, entre 21 de janeiro e 3 de fevereiro.

De acordo com a Secretaria Municipal de Fazenda de Niterói, os contribuintes que quitarem o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) 2020 em cota única até amanhã (8) terão 8,5% de desconto. Caso estejam incluídos no benefício da Lei do Bom Pagador, o desconto chega a 13%. A Secretaria Municipal de Fazenda esclarece que os imóveis que estão com os impostos em dia já receberam o desconto de 5% do Bom Pagador no IPTU de 2020, de acordo com a lei 3.428/2019. O desconto está discriminado no carnê, na folha “Ficha de Lançamento 2020”. Niterói é o primeiro município a disponibilizar o carnê do IPTU 2020 em formato digital no site e também na sede da Secretaria, no Palácio Arariboia. Já em relação ao IPVA o desconto é de 3% no pagamento integral, mas o proprietário do veículo pode também parcelar em três parcelas mensais, por meio da Guia para Recolhimento de Débitos (GRD).

O economista Gilberto Braga, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), explicou que sempre que a pessoa tiver os recursos disponíveis, o pagamento à vista é mais vantajoso do que o parcelado. “O desconto no pagamento à vista é financeiramente maior do que no prazo. Se comparar sacar o dinheiro da poupança para ter o desconto no pagamento à vista com deixar o dinheiro aplicado é pagar a prestação, vale mais pena a primeira opção. Só não vale se endividar para pagar à vista, porque aí o resultado é contrário ao contribuinte”, frisou.

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira (Abefin), concorda com o economista, e explicou que o grande erro é que, despesas como essas deveriam ser programadas com antecedência (uma vez que são fixas). “Como a maioria não faz isso, agora elas terão que ser somadas a outros gastos, como matrícula e material escolar, seguros, etc., começando 2020 com dificuldades financeiras. Esse planejamento é um dos princípios básicos da educação financeira, ou seja, primeiro se poupa, depois se gasta, e não se gasta para então ver como fará para honrar com o compromisso. Claro que, para quem não pensou nisso antes, está um pouco em cima da hora, porém, antes tarde do que nunca, e esse também pode ser um alerta para que, no ano que vem, não repita o erro. Esse é outro aspecto da educação financeira: mudança comportamental, buscar resolver a causa do problema e não a consequência”, finalizou.

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