Escritora niteroiense conta história de vida na obra “O Casulo”

Nascida no Cubango, Laila dos Santos relembra passagens quando pegava das sobras da xepa da feira para ter o que comer até conseguir viajar a Roma

Dizem que quem tem boca vai a Roma. Mas para uma niteroiense foi necessário muito mais do ter uma boca para não apenas ir até a capital da Itália, mas também vencer na vida. Laila dos Santos nasceu no Cubango, na Zona Norte de Niterói,, e também já morou no bairro de Jardim Catarina, em São Gonçalo. Filha de Lázaro, serralheiro, e Sônia, dona de casa, ela explica um pouco do que passou na vida na obra intitulada “O Casulo”.

Nascida e criada em uma comunidade do Cubango, Laila desceu o morro, lutou, estudou, tornou-se jornalista e, depois, concluiu o mestrado em Comunicação de Massa, pela Sapienza de Roma. Durante a trajetória profissional, trabalhou em alguns veículos de comunicação, como Rádio Tupi, Rádio Globo e TV Gari (da Comlurb). Em Roma, também teve participação em um programa da Rádio Vaticano, em língua portuguesa. Depois de viver 16 anos no exterior, agora, vive no Brasil e se divide entre os livros, escrever, a administração de sua empresa e a alegria de ser mãe da Carolina, do Leonardo e do Luca. Ela faz tudo isso com sua marca registrada no rosto: um grande e belo sorriso no rosto.

Ela explica que o nome se dá pelo fato de todo mundo, tal qual uma borboleta, precisa passar por um casulo. Mas a escritora salienta que esse casulo humano atinge a todos, e que cada um deve enfrentá-lo de forma mais madura para conseguir se transformar em uma “bonita borboleta”.

“Passar pelo casulo é inevitável. Todos: ricos ou pobres, brancos ou negros, sem exceção, passam por ele. É um processo de amadurecimento e aprendizado. A transformação faz parte do processo de evolução. Para chegar ao resultado de ser uma linda borboleta, leve e serena, depende de como cada pessoa vivencia sua metamorfose.
Existem sempre escolhas a serem feitas e um sinal a ser observado no momento de uma decisão. Eu recebi o necessário, nunca muito e nunca pouco. Tudo foi na justa medida, eu concluo”, conta Laila.

Foto: Divulgação

Ainda usando a metáfora da borboleta, a escritora recorda de alguns períodos difíceis de vida, desde a época em que pagava a xepa da feira para poder comer, quando pegava os brinquedos arrastados pela chuva ou até mesmo na cheia do valão. Mas ela também aborda os salões do Copacabana Palace, ao Auditório de Música de Roma, as viagens pela Europa e o prazer de retornar ao Brasil. Por todas essas lembranças, ela aconselha que o leitor nunca se prenda nesse casulo, mas que sempre fique pronto para voar ao sair dele.

“Voe sempre em direção ao seus sonhos. Viva as melhores experiências da vida. Encare os problemas de cabeça erguida e, lembre-se, que para tudo existe uma solução. Não tenha medo da vida e de seus obstáculos, pois assim como o curso das águas do rios sempre será aberto um novo caminho. Espero que “O Casulo” possa trazer gás e energia para que as pessoas vençam suas agruras”, comenta Laila.

Lançado em um evento ocorrido no dia 7 de agosto na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o livro “O Casulo” pode ser adquirido através do site oficial da escritora, o https://lailadossantos.ubaldo.com.br/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

10 + 15 =