Escritor lança e-book em reabertura de brinquedoteca de Santa Rosa

Flávio Dana lança obra “Vírus Marvadus” nesta quarta (13), a partir das 10h com a presença de 10 motociclistas

As medidas restritivas vão, aos poucos, sendo relaxadas em função dos números da covid apresentarem redução. Com isso, espaços de lazer estão sendo reabertos de forma gradativa. E nada melhor do que um espaço infantil voltar a ser usado justamente na semana onde acontece o Dia das Crianças. Isso porque a Brinquedoteca do Centro Juvenil Oratório Mamãe Margarida (CEJOMM), localizada em Santa Rosa, será reaberta nesta quarta-feira (13), a partir das 10 horas, com o lançamento do e-book “Vírus Marvadus”, lançado pela editora “Dormir Pra Quê?” e de autoria do escritor Flávio Dana.

A reabertura também vai contar com a presença de 10 integrantes de vários moto-clubes do Rio (entre eles os Amigos da Prata de Campo Grande, da Zona Oeste) e de Niterói. Inicialmente, o autor vai bater um papo com as crianças que são atendidas pela instituição. Após a palestra, a criançada vai receber, a partir das 14 horas, uma doação dos livros autografados, sendo que a iniciativa será dos motociclistas convidados para a ação, que tem o patrocínio da empresa Caminhos do Horizonte.

A obra é um projeto multimídia, que reúne na mesma iniciativa um livro objeto ilustrado, um e-book com animações, trilha sonora e efeitos de sonoplastia com a possibilidade de download, do MP3 e das partituras do arranjo que compõem a obra. A edição e a autoria são do próprio Flávio Dana. Já as ilustrações são do artista gráfico Felipe Campos e o projeto gráfico é assinado pela dupla de autores. “Vírus Marvadus” inaugura a editora independente “Dormir Pra Quê?”, também dirigida por Dana.

Apesar do nome, o livro começou a ser concebido na quarenta de outra pandemia, a da gripe A, surgida em 2009. Na ocasião, o mundo ficou assustado com o potencial devastador do vírus H1N1. Por ser professor de música da mesma escola onde as filhas estudavam, Dana conta que foi “provocado” pela coordenadora do colégio, professora Martha Beier, para compor uma música falando da quarentena que a instituição teve à época, que durou apenas uma semana. Foi a partir disso que a iniciativa ganhou corpo.

“Saímos do corredor, sentamos na sala dos professores, peguei o violão que estava comigo e eu e a parceira começamos a pensar nas possibilidades para os versos. Escrevemos os primeiros e confesso que as tentativas iniciais estavam me soando muito “dentro da caixa”, meio dando instrução, na linha de um protocolo. Não gostamos. Naquele momento me veio a ideia e fiz a proposta de inverter a lógica. A Martha gostou e seguimos nesse caminho, criando os versos de uma valsa aterrorizante, onde um super vilão, o vírus, tenta convencer sua próxima vítima a fazer tudo errado. A ideia era gerar uma oportunidade para as crianças desobedecerem ao vírus, resistindo as suas propostas totalmente sem noção. Agora, na adaptação para o livro, esse lado fica mais evidente quando em um dado momento o Vírus Marvadus argumenta que não se deve usar sabão por fazer mal para a pele”, explica Dana.

Capa do livro. Foto: Divulgação

Mídias se complementando

O escritor afirma que sempre teve o desejo de ver as personagens criadas para as músicas infantis se transformarem em desenhos animados. Com isso, Dana argumenta que a ideia de transformar o Vilão Viral em um livro. Nessa hora, ligou para um amigo ilustrador que começou a dar sequência na ideia. Foi aí que o e-book ganhou forma.

“Liguei para o amigo e ilustrador Felipe Campos, que já estava com o texto há mais de três anos e ele topou embarcar no projeto de uma publicação independente. Mas precisávamos encontrar uma maneira de fazer o livro chegar até as crianças que estavam em suas casas sem poder frequentar as escolas. A solução era o e-book, o que abria a possibilidade de juntar todas as linguagens nesse projeto. A tecnologia disponível hoje para criar os e-books ainda não é a ideal. Existem muitas limitações, mas já é possível juntar a música e o texto com a animação. Mas o mais importante é que as crianças poderiam receber o e-book no celular de seus responsáveis”, explica.

Sobre a música complementar o livro, e vice-versa, o autor afirma pensar que isso é “bastante natural para todos que gostam de canções populares, principalmente para quem compõe canções”.

“Todo cancionista faz exatamente isso quando escreve uma música nova. E estamos acostumados com processo criativo. Só não percebemos. Cantamos todos os dias sem nos dar conta: uma canção é uma melodia, portanto música, que usamos para cantar uma história. Só que costumamos chamar de letra da música. E muito antes disso, as poesias já eram recitadas com melodias. Então não é exatamente uma novidade, a não ser pelo fato da tecnologia agora nos permitir juntar as ilustrações, música e texto em um livro digital. Antes, isso só era possível nos filmes e desenho animados. Basta lembrar que a fala das personagens é o texto que só aparece grafado, quando é necessário usar legendas”, afirma Dana.

No vídeo abaixo, postado no canal dele no YouTube, Dana explica mais detalhes sobre o formato desse projeto.

Participação de motociclistas

Um evento desse tipo contar com a participação de motociclistas pode causar estranheza, mas Flávio Dana explica que se inspirou em um irmão que é apaixonado por moto. Por ser adepto do moto-turismo, esse parente participa de muitas ações sociais junto com outros integrantes de moto-clubes. Foi por isso que ele resolveu organizar o evento de forma diferenciada.

“Comentando com um irmão meu que tinha recebido o convite para fazer a reabertura da Brinquedoteca do Centro Juvenil Oratório Mamãe Margarida e que estava procurando patrocinadores para ajudar a instituição a custear a compra dos livros para doação, surgiu a ideia de unirmos as duas ações. A proposta foi apresentada ao primeiro moto-clube e foi conquistando a adesão desses motociclistas que costumo chamar de motociclistas do bem. Já temos a manifestação de adesão para a doação dos livros de, no mínimo, 10 motociclistas do bem doando 50 livros no mínimo. A ideia ainda segue se espalhando. Por isso tenho muito que agradecer a A Tribuna pela oportunidade de divulgar esse evento. Quem sabe, com a matéria, conseguimos chegar a 300 livros que é a nossa meta”, detalha.

Serviço

Lançamento do e-book “Vírus Marvadus”
Local: Brinquedoteca do Centro Juvenil Oratório Mamãe Margarida (CEJOMM)
Endereço: Rua Padre Emílio Miotti, 10, Santa Rosa, Niterói
Data: 13 de outubro de 2021
Horário: 10 horas

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