Jourdan Amóra: Ephrem um exemplo de vida e ação jornalística

O saudoso Ephrem Wellington de Barros Amóra, menino do interior de Minas Gerais, foi o mais ilustre dos filhos da cidade de Araçuai, cidade cujo topônimo seria originário de “Outo isto aí” cidade em que nós crianças brincavam com pedras preciosas e semipreciosas enterradas (cofre) na ampla chácara da casa do seu avô, Zaiter Antonio Tanure, natural de Zahle, no Líbano.

Os dedos do menino nascido no primeiro dia do ano de 1937, não se dedicaram à manipulação dos tesouros naturais das Minas Gerais. Além do usá-los nas aulas do Colégio N.S de Nazaré, fundado por irmãs holandesas e com mais pujança que o Instituto Abel, mais tarde surgido em Niterói, com seu apoio, devotava-os ao piano e ao teclado de uma máquina de datilografia. Mas foi um dos precursores dos computadores adotados pelo jornalismo brasileiro, na década de 70.

Tinha um defeito. Era o oposto do seu irmão seguinte que torcia pelo Fluminense, após ser adepto do Atlético Mineiro. Politicamente também diferenciava sutilmente do terceiro dos oito filhos do casal Maria Aparecida Neiva Tanure – Geographo do Rego Barros Amóra, este um bravo cearense que aos 22 anos aportou em Niterói para ficar hóspede durante um ano na Fortaleza de Santa Cruz.

Doze anos o inspetor da Shell saiu de Porto Seguro, despediu-se do amigo Jorge Amado e embarcou numa “Maria Fumaça” da Estrada de Ferro Bahia-Minas, na cidade baiana de Caravelas até o ponto final da estrada de 600 km, na cidade onde se enamorou e montou o “Armazém do Povo”.

(Continua)

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