ENTREVISTA/CORONEL SYLVIO GUERRA/COMANDANTE DO 12º BPM

O combate à criminalidade em Niterói é incansável. Mas nós estamos satisfeitos e os resultados compensam. A sociedade reconhece isso. É ela quem ganha. Niterói passa hoje por momentos muito positivos. As pessoas estão voltando às ruas. Isso ocorre graças ao trabalho integrado”. Para o comandante do 12º BPM, coronel Sylvio Guerra, os números que mostraram a queda nos índices de violência ao fim de 2019 foram inquestionáveis e um dos mais representativos na história da cidade. Com contingente ativo de aproximadamente 650 policiais militares prontos para o patrulhamento, e junto com o Niterói Presente, Guarda Municipal e Proeis, com 28 anos de corporação, e um de batalhão, Guerra garante que a luta continua em 2020.

A TRIBUNA – A CIDADE CONSEGUIU REDUZIR, DE FORMA CONTUNDENTE A CRIMINALIDADE, E O 12º BPM FOI RECONHECIDAMENTE ENALTECIDO POR ESSE TRABALHO. QUAIS SERIAM OS OBSTÁCULOS A SEREM TRANSPOSTOS EM 2020?

CORONEL SYLVIO GUERRA – Uma das diretrizes do meu comando – anunciei isso assim que assumi o comando na unidade – é o combate ao tráfico. Vamos retomar esse combate. No ano passado efetuamos diversas prisões e apreensões, com a ajuda de todas as distritais.

AT – QUAIS SERIAM AS OUTRAS DIRETRIZES ?

SYLVIO GUERRA – A outra diretriz é proporcionar à população uma maior sensação de segurança. A ajuda da Guarda Municipal, do Programa Segurança Presente, da Polícia Civil, tem sido determinante para obtermos êxito. Esse planejamento, da atuação em parceria, foi focado também nessa diretriz.

AT – O COMBATE À VIOLÊNCIA NUMA CIDADE COM REGIÕES QUE APRESENTAM PARTICULARIDADES DISTINTAS DIFICULTA AINDA MAIS O TRABALHO DO 12º BPM ?

SYLVIO GUERRA – Niterói é uma cidade muito interessante, com características e problemas diferentes. Por exemplo, temos o combate ao roubo de veículos e de transeuntes no bairro de Icaraí, mas no bairro também tem o combate ao tráfico. Ainda assim conseguimos reduções muito importantes obtidas ao longo do trabalho realizado no ano passado. Atualmente me preocupa mais o combate a incidência de roubos no Fonseca, do que Icaraí. O chamado “bonde do fuzil”, que era o responsável pelos roubos em Icaraí. O 12º e a Polícia Civil desarticularam.

AT – E A REPRESSÃO AOS BAILES FUNK, OS CHAMADOS PROIBIDÕES?

SYLVIO GUERRA – Já tivemos problemas com a incidência dos bailes funk na cidade, no início. Preparamos um roteiro sobre isso, e atualmente é bem perto de zero em Niterói.

AT – QUAL O EFETIVO ATUAL DO BATALHÃO ?

SYLVIO GUERRA – Temos 902 policiais para atender as cidades de Niterói e Maricá (6ª Cia). Mas, tirando casos de férias, licenças, doença, etc, temos cerca de 650 PMs prontos para o trabalho.

AT – 650 POLICIAIS PARA COMBATER A VIOLÊNCIA NA CIDADE NÃO É UM NÚMERO REDUZIDO PARA AS DEMANDAS?

SYLVIO GUERRA – Aí entra a importância da parceria com a Niterói Presente, Guarda Municipal, delegacias etc. O Niterói Presente, por exemplo faz um tipo de policiamento diferenciado do que é feito com minha força policial. Ele fazem um trabalho muito positivo, onde o foco é no asfalto. As ações do 12º BPM ficam mais para o interior das localidades. Desafoga mais, assim como o importante trabalho da Guarda Municipal.

AT – O QUE O SENHOR PODE COMENTAR SOBRE A EXPANSÃO DO NITERÓI PRESENTE PARA A REGIÃO OCEÂNICA?

SYLVIO GUERRA – Vai ser muito importante para consolidarmos essa importante sensação de segurança. É um assunto que está sendo tratado pela administração municipal. Quem ganha é a sociedade, é o niteroiense.

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