Entrevista com o candidato a prefeitura de São Gonçalo Diego São Paio

Wellington Serrano

Diego São Paio, 34 anos, é administrador. Nascido e criado no bairro Colubandê é casado há seis anos e pai da Lais, 3 anos. Filho do poeta Oton São Paio, o vereador mais jovem de São Gonçalo é recordista da história da Câmara em projetos de emendas e participação de audiência pública e demonstra muito orgulho disso: “As pessoas identificaram a credibilidade no meu mandato e trouxeram os seus desafios e as suas dificuldades, que se tornaram projetos. Isso mostra a sustentabilidade da minha gestão, ninguém melhor que o morador para falar de seu bairro”.

A Tribuna – Qual presente o senhor vai dar para São Gonçalo nestes 126 anos?
Diego São Paio – Vou dar uma administração profissional. Precisamos pensar em São Gonçalo a médio e a longo prazo com atitudes emergenciais imediatas. Vamos pensar, planejar e colocar a cidade no rumo certo porque, hoje, ela está muito abandonada.

A Tribuna – O que motivou o senhor a se candidatar à prefeitura?
DSP – Necessidade e o amor que tenho pela minha cidade. Sou nascido e criado aqui, minha família e amigos residem na cidade e sinto uma ausência de lideranças de ficha limpa. Nossa cidade nunca teve um administrador como prefeito e, em qualquer lugar, só vemos as soluções através de uma boa gestão e, em São Gonçalo, que é a 16ª maior cidade do Brasil, não é diferente. A população está com a vida estagnada, caindo de produção e não tem qualidade de vida.

AT – Qual será sua primeira ação de governo no primeiro ano?
DSP– Vou fazer um choque de gestão com auditorias para dar início ao combate à corrupção e depois dar um choque na urbanização na cidade. Impossível vivermos numa grande metrópole com ruas não pavimentadas e sem coleta de lixo, mas com contratos superfaturados. Vamos colocar a cidade no eixo e iniciar um processo de diagnóstico de levantamento de mobilidade urbana e investimentos na educação.

AT – O que o candidato vai fazer para tornar São Gonçalo uma cidade sustentável?
DSP – Vou criar um ciclo de desenvolvimento econômico com o pensamento no meio ambiente. Pensaremos na mobilidade da cidade que, segundo IBGE, tem mais de 120 mil pessoas enfrentando todos os dias a rotina de deslocamento entre São Gonçalo e Niterói. Esse estudo mostra que esse é o segundo maior fluxo diário entre municípios do Brasil. Precisamos repensar no contrato assinado com o Consórcio de Transportes público rodoviário para que possamos redesenhar os itinerários, as linhas e as necessidades mínimas, como o ar condicionado nos ônibus e os outros serviços que não atendem diretamente toda à população. Então, para mobilidade especificamente precisamos ter foco no pedestre com respeito a natureza.

AT – O Comperj não veio e agora? Como atrair investimentos para a cidade?
DSP – Precisamos trazer a credibilidade de volta para São Gonçalo. E esse é nosso maior projeto. Com uma gestão profissional vamos trabalhar a arrecadação do município e atrair novos investimentos para a cidade. Os desandos do Comperj foram por causa de decisões políticas, mas temos de concreto um Pólo em Guaxindiba com oito indústrias da área naval que está num momento difícil, mas que gera emprego e renda e a prefeitura precisa estar de portas abertas para essas empresas, inclusive internacionais, que querem investir na cidade.

AT – O município de São Gonçalo precisa de 20 mil moradias para acabar com o déficit habitacional. O que fazer para tirar as pessoas dos abrigos?
DSP – A cidade cresceu muito e sem planejamento e organização. Na área da habitação, temos muito trabalho a ser feito, mas precisamos avançar na política habitacional pensar em espaços públicos para acomodar as pessoas e vamos fazer um programa de legalização de espaços urbanos para regularizar os chamados “puxadinhos”. Pensando nisso, vou usar parte da arrecadação para continuar investindo na área.

AT – Como o senhor disse em seu site depois do acidente que vitimou três pessoas “a violência é o retrato do povo gonçalense”. O que o senhor vai fazer para deixar a cidade mais segura?
DSP- Temos que aumentar e fortalecer a Guarda Municipal e vou debater com a população se eles querem o armamento. Vamos iluminar as nossas ruas e pontos de ônibus com lâmpadas de led, o contrato era de R$ 5 milhões com a Ampla, mas Neilton triplicou e renovou para R$ 15 milhões e continuamos vendo a cidade toda apagada. Implantaremos também o Programa Estadual de Implantação de Serviços (Proeis) para ampliar o efetivo e voltarei com o projeto de ronda escolar.

AT – Qual a sua ideia para melhorar a Cultura da cidade?
DSP – Vamos efetivar o Plano Municipal de Cultura. O documento tem diversas diretrizes que a sociedade já garantiu. Uma delas é a ampliação do orçamento que é apenas de R$ 1,2 milhão por ano com R$ 900 mil para pagamento da folha salarial e só sobra R$ 300 mil para fazer a cultura na cidade. Por outro lado, temos um ativo gigantesco de atores, músicos, artesãos e etc. São Gonçalo precisa garantir esse investimento de ampliação da Cultura que é responsabilidade do prefeito.

AT – A Rede é um partido ecológico. Qual seu projeto para o lixo na cidade?
DSP – De início vou garantir a coleta básica do lixo e depois rever o contrato que é de R$ 5 milhões e que não é licitado. Temos que pensar em formas criativas de se trabalhar com as cooperativas para garantir empregos. Vou trabalhar a questão dos resíduos sólidos e a implantação de ecos pontos para coleta seletiva.

AT – O que o senhor pretende fazer pela acessibilidade em São Gonçalo?
DSP – Sou hoje o recordista de projetos de acessibilidade da história da cidade. Se eleito vou implantar meu projeto “São Gonçalo Acessível”, uma iniciativa que inclui a revitalização de pavimentos, com a remoção de obstáculos e implantação de rampas de concreto, passagens de nível nas vias, implantação de piso tátil, faixas lisas para cadeirantes e correção de meio-fio.

AT – Em ano de Olimpíadas e Paralimpíadas qual a carona que o senhor vai pegar para incentivar o Esporte?
DSP – Vou incentivar a realização de jogos internos e colegiais, revitalizar a infraestrutura de esporte, incentivar a gestão participativa e articular parcerias com governos Estadual e Federal para investimentos no esporte na cidade, além da construção de complexos poliesportivos com quadras, parque e praça para uso da população e a garantia de condições para formação de atletas na cidade, com integração do poder público, escolas e entidades administrativas, incentivando um programa de detecção de jovens talentos esportivos

AT – Para a Educação. Qual o seu compromisso?
DSP – Implantar gradualmente as escolas de tempo integral com ênfase nos conceitos de cidadania, democracia, sustentabilidade e responsabilidade social, com mínimo de uma escola por Distrito em caráter imediato. Ampliar a oferta de Educação Infantil (creches e pré-escola), conforme legislação vigente e incentivar e oferecer mecanismos para a reconstrução do Plano Político Pedagógico, de modo que ele contemple as necessidades, especificidades e decisões das escolas de acordo com sua cultura local.

AT – Qual seu plano para geração de Emprego e Renda?
DSP – Vamos lançar o programa São Gonçalo Pode que é um Plano de Ocupação Industrial, Comercial e Empresarial do Território. O Mapeamento Urbano de São Gonçalo irá promover as diretrizes de incentivos e investimentos nas localidades que precisam ser desenvolvidas, gerando oportunidades de negócios, trabalho e renda.

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