Entrevista com o candidato a prefeitura de Rio Bonito Marcos Fernando da Fonseca

Marcos Fernando da Fonseca, 48 anos é empresário e está no primeiro mandato como vereador. Nascido em Rio Bonito é casado há 21 anos com a servidora Sonara Amaral Fonseca, e pai de três filhos: Barbara, 18 anos, Marcos Filho, 16 anos e João Paulo, de 8.

Filho do comerciante Manuel Braga da Fonseca, o vereador, que é suplente a deputado federal pelo PMDB, com 12 mil votos, como empresário disse que vai levar a sua experiência e trabalhar para o desenvolvimento da cidade. O candidato, que disse estar fazendo sua campanha no “peito e na raça” se orgulha em ser o segundo vereador mais votado em 2012 com 1.325 votos e o que mais apresentou projetos de lei. Ele disse que que vai fazer seu governo participativo e longe de lotear a Prefeitura ou de prometer cargos em troca de favores nas secretarias públicas.

A Tribuna – O que motivou o senhor a se candidatar à Prefeitura?
Marquinho Luanda –
O novo cenário político do país que está se desenhando. Rio Bonito precisa de uma renovação, porque há 24 anos dois prefeitos estão se revezando no poder: o Mandiocão e a Solange Almeida. Aceitei esse desafio tendo em vista o desafio o momento que o Brasil passa. O partido, através do presidente Regional Jorge Picciani, me convidou para ser candidato a prefeito e prontamente aceitei para assim como o nosso slogan “Um novo tempo para Rio Bonito”, levar a nossa cidade ao caminho do desenvolvimento.

AT – Qual será sua primeira ação de governo no primeiro ano?
ML–
Enxugar a máquina pública e cortar pela metade o número de Secretarias. Vou criar a Secretaria de Transporte e transformar em lei um projeto que apresentei como vereador de monitoramento dos carros da Prefeitura. Vou dar transparencia no uso desses carros, evitar o menor desgaste destes veículos, além de incentivos como um programa de valorização para o servidor que forem zelosos e caprichosos com o seus veículos, que na verdade são seus instrumentos de trabalho.

AT – Qual seu programa de governo para a Saúde e como pretende recuperar o Hospital Darcy Vargas?
ML –
Junto com meu vice Dr. Jorge Brandão, que tem mais de 15 anos de experiência no setor público, vou retomar o diálogo com o Hospital Darcy Vargas. Vou implantar o atendimento preventivo nos postos de saúde. Vamos criar um centro de imagem e diagnosticos no município
vou garantir exames para que pacientes da nossa cidade não tenham que ir para o Rio de Janeiro. Vamos criar também um Centro de Pediatria com todos os exames necessários para que as mães fiquem tranquilas e desafogando assim o atendimentos nos outros hospitais. Vou procurar as outras prefeituras em nosso entorno para pedir um aporte financeiro na saúde, já que sabemos que 70% dos atendimentos de nossa Upa e Hospital são de pessoas de municípios vizinhos. Vou usar minha influência no PMDB junto ao governador para conseguir recursos e por o pagamento da saúde em dia.
Ano passado consegui com o presidente da Comissão de Saúde da Alerj, deputado Jair Bittencourt (PR), mantimentos para o hospital e um carro da marca Bora que havia deixado de ser usado na Casa e que está até hoje parado no pátio do hospital e nimguém faz nada para transformar essa doação em recursos para o hospital, tipo através de um bingo ou sorteio.

AT – O município de Rio Bonito precisa de 2 mil moradias para acabar com o déficit habitacional. O que fazer para tirar as pessoas dos abrigos?
DSP –
Como vereador fui a Brasília duas vezes tentar verba para construção de casas populares no Ministério da Cidade e quando essas verbas saíram foram parar nas mãos da prefeitura que não teve competência para colocar o projeto em andamento. Agora como prefeito, vou direto em quem resolve e entregar as tão sonhadas casas populares para as comunidades do nosso município.

AT – Rio Bonito é uma das cidades que mais sofre com os criminosos de fora. O que o senhor vai fazer para deixar a cidade mais segura?
ML –
Vou continuar me reunindo com a presidente da Comissão de Segurança da Alerj, a deputada Martha Rocha (PDT), a Secretaria de Segurança do Estado e outras autoridades para continuar a ouvir as necessidades das comunidades. Nossa cidade, na região Metropolitana, conforme a lei tem direito a ter um número maior de policiais. No distrito de Boa Esperança, vou construir uma cabine de polícia, quero ampliar e aparelhar a frota da guarda municipal, criar guaritas nas cinco principais entradas da cidade, instalar câmeras de monitoramento, criar, no segundo distrito, um destacamento da guarda municipal e implantar o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis).

AT – Qual a sua ideia para melhorar a Cultura da cidade?
ML –
Vou reunir todos os artistas para cadastrá-los nos eventos quinzenais que vamos introduzir no Calendário da Prefeitura. Vamos tentar trazer para a Prefeitura o projeto Lona na Lua, que é uma associação cultural e social sem fins lucrativos, que tem como objetivo proporcionar cultura e arte inclusiva para a população das periferias dos municípios de Rio Bonito e Silva Jardim, no Estado do Rio de Janeiro. De forma acolhedora, vou atender pessoas de diversas classes sociais, credos, com necessidades especiais ou não, e de diferentes idades e desenvolve atividades nas áreas do Teatro, Dança, Música e Circo.
Vou mudar a Sede da Prefeitura para uma outro local perto da estrada e transformar onde hoje é o gabinete para ser a Casa da Cultura e o Centro de Informações Turísticas. A Secretaria da Fazenda, que hoje funciona no subsolo, será uma biblioteca municipal.

AT – Qual seu projeto para o lixo na cidade?
ML –
Os ecopontos de Rio Bonito vão reduzir o número de descartes irregulares. É preciso usar de forma correta esses locais e também ajudar as equipes que fazem a coleta seletiva. Todos os dias os coletores saíram cedo em busca dos recicláveis. Apenas papel higiênico e restos de comidas são orgânicos. Além disso, tudo é reciclável. A coleta seletiva vai recolher plástico, papel, metal e vidro, que se caso estiver quebrado, deve ser embalado antes de ser colocado no saco plástico. Óleo de cozinha também é recolhido como reciclável. E para facilitar mais a identificação desses descartes, vamos orientar na ultilização de sacos de lixo azuis.

AT – O que o Turismo pode esperar com sua administração?
ML –
A natureza é o principal atrativo de Rio Bonito. Por isso, vou criar uma guarda ambiental para vigiar a Serra do Sambê, que tem mais de mil metros de altitude e um dos braços da Serra do Mar.
Vamos tratar o turismo como nossa porta de entrada e divulgar os riachos e trilhas que cortam boa parte do maciço e revelam uma infinidade de espécies da flora e da fauna da Mata Atlântica, além de cachoeiras e mirantes – em um deles está a rampa de vôo livre, com vista panorâmica que descortina parte da Região dos Lagos.
Temos muitas cascatas e corredeiras que fazem sucesso, como a dos Bagres, com 20 metros; e a de Braçanã, com três. Aos pés da serra funciona o Parque da Caixa D’Água, ponto de encontro de moradores e visitantes, com trilhas, fontes e um dos cartões-postais da cidade, a Pedra do Índio Chorão. A formação rochosa, semelhante a um rosto, tem infiltrações em meio às fendas que remetem a lágrimas. Já no Centro e nos distritos de Rio Bonito, vamos chamar a atenção para as construções do século 18 como a igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, o Engenho da Farinha e as ruínas da capela de Braçanã.

AT – Na questão da mobilidade ? Como melhorar o trânsito da cidade?
ML –
Vou contratar uma empresa especializada em trânsito para cuidar das nossas travessias, faixas e ciclovias. Temos que fazer mudanças de mãos em ruas do Centro e estudar os impactos que vão acontecer no futuro. Para se ter uma ideia, Rio Bonito tem um mesmo sinal de transito há 35 anos, que não funciona porque não se encontra peça de reposição. Precisamos de instalação de mais cinco sinais de trânsito no mínimo para melhorar a nossa mobilidade e a construção de duas pontes. No meu programa de governo o estacionamento rotativo vai gerar 70% de recursos para a Prefeitura e 30% será convertido para o Hospital Darcy Vargas, asilos e creches.

Em ano de Olimpíadas e Paraolímpiadas qual a carona que o senhor vai pegar para incentivar o Esporte?
ML –
Vejo o esporte como ferramenta transformadora. Entre as propostas apresentadas no meu Programa de Governo para Esporte e Lazer estão, o compromisso de criar o Fundo Municipal de Apoio ao Esporte e destinar 1% do orçamento municipal em iniciativas de esporte na cidade; criar a Política Municipal de Esporte e Lazer, com a Lei de Incentivo ao Esporte; implantar quatro quadra s esportivas nas comunidades carentes; fortalecer o esporte nas escolas; dar acesso ao esporte para todas as faixas etárias; e fortalecer os Jogos Escolares; apoiar os professores e a realização de eventos esportivos nacionais e internacionais, entre outros.

AT – Para a Educação. Qual o seu compromisso?
ML –
A reforma das escolas é primordial. Vamos reconstruir as salas da rede municipal de ensino climatizadas com ar condicionado. No meu programa de governo há propostas para requalificar e regularizar a oferta de merenda, formular políticas motivacionais para a equipe de educadores e aprimorar o atendimento em creches e unidades de ensino infantil. Assim como a valorização profissional, com a equiparação de salários com o piso nacional dos professores. Vou também procurar as grandes Universidades e tentar parcerias para atraí-las para o nosso município, através de incentivos e vantagens em nosso pólo industrial e manter os ônibus universitários com o ar condicionado e o serviço de wi-fi no transporte.


AT – Qual seu plano para geração de Emprego e Renda?
ML –
Pretendo construir em Rio Bonito um novo condominio industrial no Segundo Distrito dando incentivos fiscais para sobretudo a geração de emprego com a criação de novos postos de trabalho que contemplem a mão de obra local, um dos principais anseios da população. Vamos criar Estações de Tratamento de Esgoto no pólo industrial para atrair empresas que deixam de vir para Rio Bonito devido a falta de estrutura adequada. E vamos reunir o comércio local e hoteleiro para tratar da questão do turismo, como já foi dito nesta entrevista, para que as pessoas visitem nossas belezas e gastem com os comerciantes locais. Vamos construir pousadas para construir uma nova identidade na cidade.
Sobre o Comperj, mesmo que este empreendimento não venha com força total como prevíamos, temos que aproveitar o que já foi gerado de movimentação, como as mais de 10 mil pessoas que já vieram e aumentaram nossa população para gerar a capacitação, pois estou apostando neste novo governo para a retomada desta importante obra.

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