Entrevista com o candidato a prefeitura de Itaboraí Dr. Sadinoel

Wellington Serrano

Dr. Sadinoel começou na vida pública como mata-mosquitos na extinta Sucam, em 1986. Formado em direito, há 20 anos faz trabalho de advogacia previdenciária nas regiões de Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito, Silva Jardim, Cachoeira de Macacu e São Gonçalo e conquistou mais de cinco mil benefícios gratuitos. Candidato a vereador, Sadinoel, foi vice prefeito do atual deputado federal Altineu Côrtes em 2012 e, em 2014, conseguiu 25% da votação na cidade (24.997 votos) e assumiu o mandato como deputado estadual pelo PT.

A Tribuna – Como está sendo a sua campanha?
Dr. Sadinoel – Atacado. Há seis meses os políticos tradicionais da cidade falavam que eu não era candidato a prefeito porque o Partido da Mulher Brasileira não tinha sido registrado no Brasil. E diante de nossa atividade e registro da candidatura começaram a distribuir matérias mentirosas nos jornalecos O povo, O Itaboraí e O Lesgislador que não podem servir como fontes, e este último, sequer tem um jornalista responsável, trabalha com o exercício irregular na profissão. No entanto, tomei as medidas cabiveis e já está na Polícia Federal e no Ministério Público Federal que acolheram os dados de quem é o responsável pela quantidade de jornal entregues, informação essa que consegui através de um entregador que levei na delegacia e que assumiu que entregava dois mil exemplares do folhetim e que inclusive mora em São Gonçalo, em Boaçu, e faz parte de uma quadrilha de políticos e empresas que tentam manipular o povo nas eleições. Mas o carinho e amor do povo nada retribui podem falar o que quiserem porque o povo me conhece. São 20 anos só advogando gratuitamente para o povo e fazendo o bem.

A Tribuna – Por que o senhor quer ser prefeito de Itaboraí?
Dr. Sadinoel – Por discordar da política que está sendo feita atualmente e anteriormente. Não vemos uma política feita para o povo, isso não é democracia. A realidade de 1970 é a mesma de 2016, aonde temos que ir para um posto de saúde pegar ficha e entrar em fila. Os mais carentes não estão tendo acesso aos seus direitos mais básicos.

AT – Qual será sua primeira ação de governo?
Dr. S – A contratação de médicos, enfermeiros e técnicos para iniciar a volta do trabalho no Hospital Desembargador Leal Júnior. Logo no primeiro mês, após licitação, quero equipar as unidades de emergência 24 horas como, por exemplo, a que temos em Itambi. Vamos colocar Raio X, endocospia, ultrassonografia e laboratório de exames de fezes, urina e sangue para que 90% dos problemas sejam resolvidos dentro do próprio distrito para que as pessoas não tenham que se deslocar até o hospital municipal. Esse será nosso projeto piloto para alcançarmos os oito distritos.

AT – Qual a reforma administrativa que o senhor vai implantar?
Dr. S – Vou fazer um governo descentralizado. Quero criar na cidade oito subprefeituras onde cada distrito vai ter autonomia para ser gerido por uma pessoa indicada pelo prefeito.

AT – O que mais te preocupa em Itaboraí?
Dr. S – É pensar em como a gente vai dar uma moradia adequada com água e esgoto e levar saúde e educação com esporte, cultura e lazer para que a gente não deixe a nossa criança se desviar pelos caminhos tortos da vida. Por isso, vamos fazer creche de qualidade num bairro que me preocupa muito que é a Reta e que vai ganhar também uma subprefeitura para cuidar especificamente dos problemas que surgem devido a alta densidade populacional.
AT – Itaboraí esbarra na violência pontual que é o aumento de roubo de carros e em residências. O que o senhor vai fazer para deixar a cidade mais segura?
Dr. S – Minha primeira medida da segurança será o aumento do efetivo da guarda municipal. Temos que aumentar porque só de escolas nós temos 89 e pretendo implantar a ronda escolar com a guarda fica no colégio. Vamos monitorar as principais vias e criar um Centro Integrado de Segurança em conjunto com a polícia, guarda e corpo de bombeiros com vigilância 24 horas nos principais pontos de entrada da cidade que vai ter também a barreria eletrônica que identifica, através das placas, os carros roubados que chegam na cidade.

AT – Qual a sua ideia para melhorar a Cultura da cidade?
Dr. S – Incentivar o Teatro. Temos o primeiro teatro João Caetano do Brasil localizado na Praça Marechal Floriano e sonho em trasnformá-lo em fundação para captarmos mais verbas para a cultura. Vou buscar aproximação com as pessoas dos sindicatos dos artistas para eles serem nossa mola propulsora e indicativo do norte para o avanço da área. Vamos cuidar também do hip hop, do skate, funk, rock, pagode e samba. Vou criar uma gravadora municipal para os artistas criarem os demos deles para ganhar a vida.

AT – O que o Meio Ambiente de Itaboraí pode esperar com sua administração?
DR. S – Muito zelo. Vou organizar a Secretaria de Meio Ambiente que infelizmente superfatura as licenças para os empresários, providenciar estudos geológicos antes de fazer qualquer obra em meio a natureza, parceria com os ambientalistas, cuidado com as matas, solo e pedreiras para fazer mais pela natureza, pois o ser humano faz parte dela.

AT – Em ano de Olimpíadas e Paraolímpiadas qual a carona que o senhor vai pegar para incentivar o Esporte?
Dr. S – Convidei o jogador de vólei Fernando Ávila, o Fernandão, medalha de prata nas Olimpíadas de 1984, nos Estados Unidos, para ser o meu secretário Especial para assuntos relacionado a cultura, esporte e integração, ele é um cara que anda pelo Brasil como poucos. Estamos conversando com a Confederação Brasileira de Badminton, pois estamos querendo a implantação deste esporte nas escolas. Vou conversar com o ministro de Esportes Leonardo Picciani para ver se ele oferece para nós uma vila olímpica.

AT – Para a Educação. Qual o seu compromisso?
Dr. S – Prioridade. Estamos com algumas escolas com os portões fechados as crianças não estão tendo aula devido a falta de merenda, porteiro e inspetores. Vamos valorizar os professores e construir creches no horário integral. E no ensino fundamental, vamos construir quadras poliesportivas em todas as escolas.

AT – O que o senhor vai fazer para gerar emprego e renda no município?
Dr. S – Sonho com a restruturação da cidade. Vamos incentivar os ceramistas de um modo geral e buscar alternativas. Mas para empregabilidade estamos com três mil salas vazias na cidade vou buscar justo as empresas de telefonia e de cartões o serviço de call center em Itaboraí e vou dar incentivos no ISS para elas. Vou tirar do papel a construção do aeroporto de cargas e a construção de portos secos. Vou incentivar a cultura do caranguejo e criar a cultura da agricultura familiar e psicultura para baratear a mereda local. Através da maior vocação que Itaboraí tem que é o turismo vou explorar as suas potencialidades e garantir turistas na cidade para potencializar o comércio.

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