Entregas dos Correios não acompanham alta demanda

Raquel Morais

Aproveitar descontos, comprar pela internet, se proteger de aglomerações, e receber o produto em casa. A sequência seria perfeita se o quarto item realmente acontecesse. O mês de novembro, conhecido como o mês da Black Friday, movimenta o mercado online e com isso sobrecarrega os serviços dos Correios. Tem gente que não culpa o maior movimento em novembro, já que não é hoje que a empresa é alvo de reclamações quanto a demora na entrega, mas uma pesquisa dos Correios aponta que nos últimos seis meses, o aumento foi de quase 25% no número de consumidores online.

Nos Correios da Praça Estefânia de Carvalho, no bairro Zé Garoto, as filas são enormes para quem prefere à unidade receber sua encomenda.

“Eu fiquei um tempo no ano passado sem comprar pela internet. A facilidade e o desconto não valiam a pena o meu estresse em esperar a encomenda que nunca chegava. Mas com a pandemia eu fui obrigada a voltar a comprar online. É um ‘parto’ esperar os Correios. Eu já fui duas vezes nos Correios de São Gonçalo e consegui pegar minha encomenda. Na primeira eu não tive coragem de enfrentar a fila e na segunda eu consegui depois de duas horas de espera. Isso é errado. Tinha que ficar em casa e meu produto chegar”, frisou a autônoma Marcela Carvalho, 29 anos.

Além do atraso na entrega, a falta de comunicação é outro ponto de reclamação. A empresa foi questionada sobre o atraso nas entregas mas não se manifestou sobre o assunto até o fechamento dessa edição. Por ocasião do lançamento da Jornada Black Friday dos Correios, operação especial para o aumento do movimento, uma pesquisa da empresa apontou que somente nos últimos seis meses 10,2 milhões de pessoas se tornaram novos compradores pela internet, representando um aumento de quase 25%.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco × 3 =