Entregador por aplicativo vira saída para o desemprego

José Vicente está no último período da faculdade, mas como 13 milhões de brasileiros não consegue um emprego com carteira assinada. No entanto, isso não quer dizer que as contas parem de chegar. Com uma bicicleta parada em casa, ele viu uma oportunidade: virar entregador por aplicativo. Para se ter uma ideia do crescimento do mercado, um dos aplicativos mais utilizados chega a ter 660 mil pedidos diários em todo o Brasil. Em Niterói, já pode se encontrar pontos de espera desses entregadores, principalmente onde há um número maior de restaurantes, tanto que na noite desta quinta-feira (25)o Pedal Sonoro realizou uma ação educativa voltada exatamente para os entregadores que usam bicicleta.

“Comecei a fazer as entregas tem pouco tempo, uns três meses. Estou concluindo a faculdade e não consegui um estágio. Desempregado, precisava de uma maneira de conseguir dinheiro. O bom de fazer entrega que não tenho horário fixo, posso fazer meu horário e conciliar com a faculdade”, explicou José Vicente Rodrigues de 23 anos, morador da Zona Sul de Niterói.

Sem nunca terem trabalhado com entrega, muitas pessoas têm visto as plataformas como Rappi, Uber Eats e Ifood como uma alternativa contra o desemprego. No Rio de Janeiro, muito utilizam os serviços de aluguel de bicicletas (e agora patinetes) para fazer as entregas. Enquanto o serviço não chega em Niterói, quem tem uma bicicleta vê a chance de conseguir um ‘trocado’ extra no final do mês.

Ontem o Pedal Sonoro distribuiu luzes de sinalização, coletes, adesivos refletivos e material educativo, além de realizar um bate-papo sobre direitos e deveres do ciclista com os entregadores de aplicativos.

O Ifood, em março deste ano, alcançou a marca de 17,4 milhões de pedidos processados, um crescimento de 125% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A Rappi registrou no final do ano passado, 3,6 milhões de usuários, sendo que cerca de 720 mil estavam no Brasil.

Muitos que entraram no mercado de entrega nunca imaginavam que estariam fazendo isso. “Estou desempregado tem dois anos. Em 2018 se me falassem que eu iria pegar uma bicicleta e fazer entrega aqui na Zona Sul de Niterói eu iria rir. Hoje eu ganho de acordo com o que eu trabalho. Tem dia que chego a fazer 14 horas de entrega, mas isso normalmente é fim de semana e início de mês, quando as pessoas têm mais dinheiro para gastar”, contou Leonardo Antunes, de 27 anos.

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