Entidades de classe voltam a ‘abraçar’ órgãos segurança em Niterói

Augusto Aguiar –

Pouco mais de um ano, após várias entidades de classes sediadas em Niterói se unirem em prol de órgãos ligados às polícias Civil e Militar, em caráter emergencial, devido à crise econômica no estado, gerando o que chamaram de “sucateamento”, a iniciativa será reeditada. Detalhes sobre as medidas que representarão o novo “socorro” serão definidas numa reunião, prevista para os próximos dias, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói. O primeiro “abraço” foi realizado, em caráter temporário, no fim de 2016, com entidades de classe ajudando com doações de materiais de trabalho e até cedendo mão de obra, para as delegacias e o batalhão de Niterói. Até o mês de agosto do ano passado estimava-se que a situação se normalizasse, mas não foi o que ocorreu. A crise nas finanças do estado permaneceu e agora o sistema de “apadrinhamento” está retornando.

“Adotamos aquele sistema logo quando a crise econômica se instalou no governo do estado. Numa reunião promovida pelo Conselho Comunitário de Segurança, em dezembro de 2016, cada entidade de classe apadrinhou uma delegacia, como o Sindicato dos Funcionários de Condomínios, outras ajudaram o batalhão. Associações de moradores se apresentaram para colaborar. A ação não era permanente. Era até o estado se adequar, o que não ocorreu. Atualmente muita gente ainda ajuda, fornecendo material de trabalho, como papel para impressora, tinta, material de limpeza.

Não interromperam essa mobilização, que contou até com a manutenção de viaturas. O que vamos fazer é mais uma vez nos unirmos, com mais força, em torno dos órgãos de segurança da cidade”, afirmou na sexta-feira o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói, Leandro Santiago, acrescentando que já estão convocadas para mais uma vez somarem forças representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Niterói), Associação Comercial, Firjan e prefeitura. O encontro também contará com a presença de representantes das polícias Civil e Militar.
Segundo o CCSN, o Estado não está conseguindo manter o mínimo de condições de funcionamento, estrutural e de pessoal nas DPs. De acordo com seu presidente, além da escassez de material, algumas delegacias, por exemplo, estão com falta de pessoal e de delegados. “Muitos policiais estão se aposentado, outros se licenciando e não há reposição. Muito pelo contrário, inexplicavelmente, outros estão sendo remanejados para outros municípios. Como pode isso?”, indagou.

Em dezembro de 2016, quando houve o “abraço”, parte dos apadrinhamentos ficou assim definido: o 12º BPM teve como “padrinho” o CDL; a 76ª DP (Centro/Niterói) ficou com o Sindicato dos Lojistas de Niterói (Sindilojas); a 77ª DP (Icaraí) ficou com a Associação Comercial e Industrial do RJ (Acierj); a 78ª DP (Fonseca), o Sindicato dos Empregados de Condomínios; a 79ª DP (Jurujuba) a OAB/Niterói; a 81ª DP (Itaipu) foi a Comissão de Segurança da Câmara de Niterói; e a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) foi o Sindicato das Escolas Particulares de Niterói (Sinesp). O auxílio ao Posto Regional de Polícia Técnica e Científica (PRPTC), situado no Barreto, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e a Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) foi alinhavado posteriormente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

10 + dezoito =