Entidade sindicais repudiam a Renault e Caoa Chery

A Força Sindical e outras oito entidades divulgaram nesta quarta-feira uma nota oficial dando total apoio aos trabalhadores em greve da Renault de São José dos Pinhais-PR e repudiando “a repressão e violência da Polícia Militar do Paraná”.

A nota afirma que “o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba tem buscado negociar uma proposta decente de PLR, recuperação salarial e de manutenção dos empregos. Mas a Renault, não só se esquiva do diálogo como utiliza da força policial do governo do Estado para reprimir a mobilização dos trabalhadores. Ação que tem se mostrado, além de inconstitucional, inócua, já que os trabalhadores aderiram à paralisação e se mostram dispostos a manter a greve até conseguirem um bom acordo. 

As reivindicações dos trabalhadores são justas, e nós das Centrais Sindicais nós somamos ao Sindicato, ao exigir que a empresa cesse toda forma de pressão, abra um diálogo democrático para negociação, apresente uma proposta que atenda as reivindicações dos trabalhadores”.

Os metalúrgicos afirmam que “mesmo com o desemprego batendo nos 11,1% a CAOA Cherry de Jacareí/SP se mostra totalmente descomprometida com acordos já firmados com os trabalhadores e com a questão social do país e insiste com seu plano de fechar as portas.

“A proposta de layoff feita pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, visando garantir os empregos, havia sido aceita, mas, com o argumento de “aumentar sua competitividade”, a empresa recuou reafirmando o fechamento e as demissões de 485 trabalhadores na unidade. Ou seja, os cálculos gananciosos e desumanos falam mais alto.

“Vivemos uma grave crise econômica e política que tem varrido empregos e grandes indústrias do Brasil. Mas a CAOA recebeu todo tipo benefícios fiscais para manter suas atividades. Seu fechamento gerará um impacto devastador para a região.

O Sindicato dos Metalúrgicos está buscando apoio junto ao poder público contra mais esta tragédia. Conforme noticiado pela Band Vale: “De acordo com o sindicato, para que haja medidas efetivas contra a saída da montadora, é necessária a apresentação e aprovação de um projeto de lei que proíba a saída da Caoa Chery, indicando que a indústria automotiva seria de interesse estratégico para o desenvolvimento regional”.

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