Ensino a Distância (EAD) ganha cada vez mais adeptos

Raquel Morais

Um levantamento realizado pela plataforma de pesquisa NZN Intelligence, apontou que 90% dos brasileiros têm intenção de cursar um curso online, ou Ensino a Distância (EAD). Cursos técnicos representam 47% das matrículas, profissionalizantes 44% e Ensino Superior 41%. Dos entrevistados 61% também já cursaram algum tipo de especialização. Comodidade, administração do tempo e melhores preços são algumas das vantagens que chamam os alunos para esse tipo de estudo.

Curso de idiomas, engenharias, administração e gestão são os mais escolhidos por 59%, 25%, 22% e 21% dos entrevistados respectivamente. A pesquisa também apontou que 64,5% nunca tiveram essa experiência sendo 45% desses apontaram a desconfiança na qualidade do ensino em relação aos cursos presenciais como principal motivo para isso, informou a nota. “Seja por falta de tempo ou pela comodidade, essa modalidade de estudo parece atrair quem deseja se aperfeiçoar em algum campo ou precisa adquirir novos conhecimentos por uma exigência do mercado”, explicou Felipe Simões, diretor de Produto da NZN.

A niteroiense Néri Olabarriaga, 46 anos, é exemplo disso e terminará o curso de pedagogia esse ano ainda, feito através do Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio (Cederj), pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). “Eu trabalho como consultora ambiental e ainda estava fazendo meu projeto de doutorado, então o tempo foi crucial para escolher estudar de casa. Mas confesso que é muito mais difícil do que presencialmente. Tive que ter muita disciplina e rigor para manter meu planejamento de estudo. Faria novamente com certeza”, comentou.

“O aluno pode estudar aonde ele quiser, nos momentos em que determinar para isso na sua rotina diária, além de fazer isso no conforto da sua casa ou em um local que esteja com tempo obsoleto, podendo otimizar esse aprendizado. Sem contarmos que ele não precisa enfrentar trânsitos caóticos ou até mesmo a violência das ruas para se deslocar até um local físico”, ressaltou Raquel Figueirôa, diretora do Instituto Educar.

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