Engenheiro responsável por mergulhão desmente problemas estruturais

Geovanne Mendes –

Depois de o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) ter solicitado, na semana passada, à Prefeitura de Niterói a interdição do Mergulhão Ângela Fernandes, no Centro, ou o imediato reparo da viga para prevenir eventuais acidentes na via, a prefeitura atendeu ao pedido do Conselho e instalou duas vigas de metal para dar suporte à estrutura.

Depois de instalados os suportes, a polêmica sobre as reais condições da estrutura do mergulhão continuou sendo colocado à prova nas redes sociais. Em uma das páginas da rede que fala dos problemas da cidade um geólogo afirma que a estrutura do túnel que compõe o mergulhão estava comprometida, com sérios riscos de desabamento e que a viga, antes informada pela prefeitura ser um limitador de altura, na verdade se referia a uma estronca, ou seja, uma espécie de apoio que serve para a sustentação das paredes que, segundo o internauta, estava prejudicada devido à umidade do local.

“A função dessa viga não é limitar altura de veículo. A função dela é atuar como estronca, mantendo as paredes laterais na posição vertical. O problema, muito provavelmente, se deve ao fato de que as paredes laterais, em perfis metálicos estão sendo corroídas e pressionadas pela água que se encontra por trás delas, reduzindo a sua resistência e deformando-as. Com isso, há uma sobrecarga nas estroncas. Aquela obra precisa de reforço urgente porque os perfis metálicos não são a solução mais adequada para conter materiais saturados”, disse o internauta.

O engenheiro responsável pela construção do Mergulhão, Cláudio Guaraná, confirmou que a estrutura em questão é sim uma série de estroncas, instaladas estrategicamente para sustentar as paredes da via. Cláudio ressaltou que, embora a estrutura tenha sido atingida em 2014 por um caminhão-baú, não há qualquer possibilidade de problemas técnicos interferirem no funcionamento da passagem subterrânea.

“É importante dizer que esta obra foi desenvolvida e monitorada por engenheiros de renome internacional e que a obra é monitorada desde a sua inauguração, inclusive pelo Crea-RJ. Pedimos desde a batida do caminhão-báu que a prefeitura trocasse essa estronca por outra, de preferência metálica, de fácil e rápida manutenção, caso isso venha a se repetir. O túnel está perfeito e as paredes em ótimo estado. Caso tivéssemos algum problema, o asfalto superior apresentaria rachaduras, que servem de alarme de que algo não está bem, mas não é o caso. A população tem a nossa garantia de que a obra está perfeita. São 26 anos fazendo túneis como este e nunca tivemos problemas, o resto são boatos”, concluiu Claudio Guaraná, que também lembrou que a obra possui garantia de cinco anos, tendo cobertura até novembro de 2018.
Até o fechamento desta edição a prefeitura de Niterói não respondeu às demandas referentes ao assunto.

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