Engarrafamentos em Manilha sem solução

Raquel Morais –

Não é de hoje que o Trevo de Manilha é conhecido pelos constantes congestionamentos. A concessionária que administra a via principal, BR-101, já montou um estudo de viabilidade para uma obra na região. O tema também já foi discutido no início desse mês em uma Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Itaboraí. Apesar do avanço burocrático para dar fim ao problema, que é considerado crônico, especialistas em trânsito apontam outras opções para minimizar o incômodo. Investimento em tecnologia e integração entre as esferas públicas estão entre essas alternativas.

O entroncamento gera um verdadeiro emaranhado de carros. Tem quem queira ir para a BR-493 sentido Magé, ou para RJ-104 em Itaboraí e até mesmo motoristas que seguem para a Região dos Lagos pela própria BR-101 no mesmo sentindo da via. Na pista sentido Niterói é constante o engarrafamento na pista lateral de motoristas que querem seguir pela própria rodovia e também pelos que acessam a RJ-104 sentido Alcântara passando por debaixo do viaduto.

O especialista em trânsito Márcio Dias disse que mais importante do que qualquer planejamento ou obra é a integração entre os poderes públicos, nesse caso Federal e Municipal. “É fundamental essa conversa entre as esferas, pois não adianta resolver um lado, com alargamento, por exemplo, e na mesma via ter um afunilamento, pois a outra parte não teve nenhuma mudança. Além disso é preciso reforçar as operações de trânsito, com agentes operacionais nas vias e cruzamentos para ajudar os motoristas”, pontuou. Dias também explicou que investir em tecnologia, através de Centro de Operações de Trânsito, é uma medida que mostra resultados positivos na fluidez do trânsito. “É um investimento caro mas muito eficaz. Muitos controles são feitos pelo computador e a pessoa não precisa nem se deslocar para realizar algumas alterações. Liberação do tráfego através do semáforo é um exemplo”, completou.
O motorista de caminhão João Silva, de 51 anos, reclama do trânsito na região. “Todos os dias são de engarrafamento. Isso é desgastante para quem trabalha dirigindo e viajando”, contou.
A Arteris Fluminense informou que realizou estudo de viabilidade para a construção do novo Contorno de Itaboraí e enviou para análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) alternativas à via principal. Com relação ao trevo de Manilha, a concessionária aguarda conclusão do projeto do Arco Metropolitano (BR-493) realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O entroncamento da BR-493 com a região do trevo de Manilha é condicionante para que a Arteris Fluminense possa adequar o seu projeto para o trevo. As definições do Arco Metropolitano implicam diretamente nos projetos da concessionária para o trevo de Manilha. O DNIT foi questionado sobre as intervenções, mas até o fechamento dessa edição não se posicionou.

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