“Emprego é o que interessa”, diz Giovanna Victer

A secretária de Fazenda de Niterói, Giovanna Victer, define que, desde 2016, o governo niteroiense progressista e com gestão fiscal responsável é o que explica o fato de Niterói ser um ponto fora da curva neste momento de crise financeira do Estado e do País. “Esse sempre foi o mote. O governo Rodrigo Neves foi novo no Brasil porque ele governa para o município, preocupado com as pessoas e com a consciência de gestão para empregar melhoria na vida do povo”, declarou Giovanna Victer.

Segundo ela, o governo vivencia seu segundo momento agora e se prepara para outro salto. “A prefeitura está organizada, nós fizemos as melhorias no sistema, profissionalizamos a gestão, fizemos concursos para Procuradoria, Fazenda, gestor e auditor de controle interno. A gestão está completamente redonda. Então, é hora de dar um salto novamente, observando o que acontece no país”, disse a secretária.

SENSIBILIDADE
Giovanna Victer contou a história de Rodrigo Neves, logo após ser eleito, em 2016, e estava preocupado com o ano de 2017. “Fomos até incrédulos quando ele nos procurou e avisou sobre a dificuldade, pois a gente via um certo otimismo pela retomada do crescimento econômico, o que não aconteceu de fato, e o prefeito estava certo, tanto que nos encomendou o Plano de Ajuste Fiscal para fazer esta travessia, que foi o Niterói Resiliente”, recordou.

Ela disse que agora o país mais uma vez vinha num otimismo para o crescimento econômico em 2019, mas o que teve foi uma recessão no primeiro quadrimestre, de 0,2%. “Hoje, as expectativas mais otimistas dão conta de um crescimento de 1% em 2019. As expectativas que eram de crescimento de 3% em 2020 agora estão sendo reavaliadas para 2% e isso é uma tragédia do ponto de vista da vida das pessoas que estão sem emprego, não há consumo e otimismo em relação ao futuro”, contou Giovanna Victer.

Conforme a secretária, mais uma vez o governo atua para proteger e manter Niterói num ponto descolado da crise financeira. “Porque de fato a gente sente o impacto na cidade do ponto de vista da nossa atividade econômica, indústria naval, comércio e serviços, que são muitos afetados. Mas, isso é no Brasil inteiro”, disse Giovanna Victer que, para contra balancear, afirmou que o município tomou as suas providências.
“Estamos revisando a legislação do IPTU do jirau, pensando em outras atividades para incentivar o comércio e revitalizar o setor naval para a retomada das atividades dos estaleiros. Estamos absolutamente focados em proteger Niterói e sua população desse desalento econômico que o Estado do Rio e o país vivem”, afirmou.

Ela disse que, assim como Rodrigo Neves, que assumiu a questão da segurança na cidade, está criando estratégias locais para uma forma inovadora de gestão municipal que vai se preocupar também com a questão do emprego, para o aquecimento da geração econômica e geração de riquezas que beneficie a todos.

MALDIÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS
Segundo Giovanna Victer, o município tem uma verdadeira obsessão de não entrar na maldição dos recursos naturais.
“Os recursos dos royalties acabam, não tem jeito. Vimos isso em outros municípios do Estado e o ingresso pesado durante oito anos de royalties passa rápido, mas é o suficiente para se desestruturar uma máquina arrecadadora, ter um desleixo na execução dos recursos porque eles são muitos e foi isso que se viu com o Estado do Rio porque entravam royalties, mas se concedeu aquele tanto de subsídio para um bando de setor sem critérios específicos que agora o governo tenta retomar, mas é muito mais difícil retomar uma cultura de arrecadação do que se manter”, realçou Giovanna Victer.

EQUILÍBRIO DELICADO
Segundo a secretária de Fazenda, o governo quer manter a economia da cidade aquecida e a receitas robustas para que quando os recursos dos royalties ficarem escassos não ter a qualidade comprometida substancialmente. Por outro lado, pensa em manter as empresas vivas para uma atividade econômica pujante até os recursos dos royalties secarem.

Para isso, manter uma receita robusta, estruturada e previsível é essencial. “Publiquei o Plano Municipal de Arrecadação logo no primeiro mês que assumi a Fazenda. Contamos para todos os setores quais seriam as prioridades para a arrecadação para 2019 e a forma como a gente vai fiscalizar para que haja a contribuição. E isso é uma forma de se manter uma cultura saudável de arrecadação de receita e ao mesmo tempo manter a atividade econômica aquecida através da dragagem do canal e negociando com os lojistas sobre a questão do IPTU do jirau”, ressaltou.

Entre as estratégias implementada no decorrer do governo Rodrigo neves, Giovanna Victer destaca a diversificação da econômica, por exemplo com o setor do audiovisual. “Nós estamos lançando neste mês o próximo edital do audiovisual, exclusivo com recursos do município”, disse ela, ao destacar que, no ano passado, o edital foi de R$ 6 milhões, sendo R$ 3 milhões do município e R$ 3 milhões da Ancine.

“Como a Ancine decidiu não apoiar este ano, nós arcamos integralmente com o edital e ainda aumentamos em R$ 1 milhão. Vai ser um edital de R$ 4 milhões. Teve também a lei dos hotéis e o polo cervejeiro, que é um sucesso. Estamos fazendo uma série de ações e vemos que a dignidade das pessoas está no emprego”, explicou.

Giovanna Victer disse que, de olho na geração de emprego, a Prefeitura faz vários esforços. “Temos o pacto pela paz, Niterói contra a violência, banco de oportunidades, Niterói Eco Social, que se destina a empregar jovens para plantio e reflorestamento. Isso diminui a violência e gera renda”, disse.

INVESTIMENTOS
Segundo a secretária, Niterói investe muito mais que a média nacional em seus munícipes. “O investimento per capta do município de Niterói em 2017 foi de R$ 575 enquanto a média dos investimentos dos municípios brasileiros foi de R$ 133. Da cidade de São Paulo, por exemplo, é R$ 169. No Rio de Janeiro, Niterói é o que mais investe, disparado”, ressaltou.

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