Empreendedorismo feminino é tema de encontro na CDL Niterói

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL Niterói) realizou, na manhã de quarta-feira (10), na sede da entidade, no Centro, mais uma edição de seu tradicional evento “Café Empresarial”. Tendo o empreendedorismo feminino como tema, especialistas da plataforma digital ‘Somos Capacita’, um projeto do grupo Somos Empreendedoras, apresentou ao público estratégias de sucesso para quem pretende ingressar no mercado do empreendedorismo. O encontro teve a participação de quatro especialistas no assunto, todas integrantes da plataforma digital ‘Somos Capacita’.

Como de costume, coube ao presidente da CDL Niterói, Luiz Vieira, atuar como mestre de cerimônia do evento. Em sua apresentação, o líder da entidade lojista destacou o momento do protagonismo das mulheres no atual cenário do empreendedorismo da cidade. O presidente não hesitou em ir logo avisando que o encontro de ontem seria conduzido pelo empoderamento feminino, passando então a coordenação para a jornalista e integrante do grupo Somos Empreendedoras, Helga Vianna, que assumiu a mediação.

O encontro contou com palestras da psicóloga Fabiana Toledo, da advogada Tânia Sá e das empreendedoras Ana Luiza Duarte e Juliana Brittes. Na pauta, questões relativas à equivalência de gênero no protagonismo no mundo dos negócios foi o grande destaque na apresentação das especialistas.

A psicóloga Fabiana Toledo destacou a importância da saúde mental diante das dificuldades do mundo dos negócios.

“A primeira coisa a fazer é falar consigo próprio. Quando conversamos com nós mesmos, damos a oportunidade de nos olharmos e se perguntar: o que preciso fazer para estar me sentindo melhor nos meus negócios? A saúde mental do empreendedor é uma conquista possível, desde de que se observe seus três pilares fundamentais: o aqui e agora, o autoconhecimento e o autocuidado”, explica a psicóloga.

A advogada Tânia Sá deu destaque a questões sobre direito empresarial, uma situação que, segundo ela, causa bastante ansiedade entre os empreendedores.

“O melhor advogado para o empresário é aquele que está a seu lado, em qualquer momento, é aquele que conhece sua realidade empresarial. Por isso chamo atenção para a seguinte questão: qual a melhor opção de contrato e qual a melhor assessoria jurídica? Qualquer contrato deve ter por objetivo adequar a realidade à situação do empreendedor. Se o empresário assinar um ‘mau contrato’, ele deve, então, se voltar para o rigor da lei, pois quando se usa o texto da lei, o empreendedor não precisa virar refém do contrato. Muitas vezes o texto de um contrato traz obrigações que não estão previstas em lei e o empresário se vê obrigado a cumprir com cláusulas que não possuem respaldo jurídico”, esclarece a advogada.

Já a empreendedora Juliana Brittes destacou a importância do autoconhecimento na gestão de negócios. A especialista em startups destaca ser fundamental pra qualquer negócio a busca pela construção de bons relacionamentos.

“É um grande desafio falar de autoconhecimento para empresários, pois isso é pouco explorado. Uma empresa é formada por pessoas e aí faço o seguinte questionamento: porque é tão difícil engajar as pessoas a cumprirem as metas de uma empresa, que é algo tão importante para o ganho de todos? Porque é tão difícil montar um time comprometido? A resposta para essas questões está no fato de que as empresas são formadas por pessoas e cada uma delas possui sua própria história de vida, sua própria experiência, e o problema surge quando essas pessoas precisam se relacionar no ambiente de trabalho, precisam criar projetos trabalhando em conjunto e daí surge as confusões. Ninguém se entende e muitas críticas surgem em relação à diferentes posturas que são adotadas, em relação aos diferentes temperamentos. Como estabelecer uma relação de confiança num ambiente com pessoas tão diferentes? Bem, eu descobri a resposta no autoconhecimento, quando decidi conhecer meus limites, minha tolerância e assim conseguir conhecer e respeitar mais o outro, a ter mais tolerância com o próximo. É preciso estar aberto para aceitar a personalidade do outro e somente quando nos autoconhecemos teremos condições de conhecer nosso time”, finaliza a empreendedora.

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