Emoção marca alta de mais uma paciente com Covid-19 no Hospital Carlos Tortelly

Emoção e alegria resumem uma situação vivenciada, na tarde desta segunda-feira (8), pela equipe de profissionais do Hospital Municipal Carlos Tortelly, de Niterói, e a paciente Graciane Znidarcic, de 49 anos, que teve alta após 23 dias internada, (13 entubada) para tratamento contra Covid-19.

Após receber alta, ela foi calorosamente saudada com palmas pela equipe do isolamento enquanto passava por um corredor formado pelos profissionais e foi recebida de joelhos pelo esposo, filha e genro que agradeceram muito a Deus.

“Foi impossível conter a emoção. Foi um misto de sentimentos. Primeiro de alegria de revê-la por estar voltando para casa depois de conseguir superar a doença e também pelo gesto daqueles profissionais que cuidaram tão bem da minha esposa durante sua internação”, disse Lieldo Rodrigo dos Santos, de 50 anos.

Segundo a filha Mayra Znidarcic, de 23 anos, o que aconteceu com a sua mãe foi um milagre de Deus. “No sexto dia entubada os médicos não davam esperança, diziam que ela estava com o pulmão compromedido, a partir desse instante a minha fámilia fez uma corrente de oração e já a partir do sétimo dia ela começou a reagir”, disse Mayra.

Segundo ela, a mãe deu entrada na unidade no dia 15 de maio, com sintomas de síndrome gripal que depois, através de teste, confirmou o diagnóstico de Covid-19. “Ela passou pelo hospital de Itaboraí, mas foi mandada de volta para casa. No sexto dia com febre, tosse e enjoo e sem poder se levantar nós procuramos o atendimento em Niterói e graças também ao médico Matheus Vaz, que contratamos para ficar com ela tudo deu certo”, comemorou a filha.

O diagnóstico de SARS cov2 foi confirmado por meio de teste rápido. Com sintomas leves e moderados, a professora Graciane, uma semana antes de ir para o hospital, passou pela UPA de Itaboraí e ficou fazendo tratamento em casa como se fosse uma gripe, mas, com o agravamento dos sintomas, uma febre que não cedia, associada a muita dor de cabeça e que evoluiu para fraqueza a família a encaminhou para o Hospital Municipal Carlos Tortelly.

Moradora de Itaboraí que moram com a filha e o esposo, a professora da rede pública disse que o maior incômodo da doença foi mesmo a fraqueza. “Cheguei a perder as forças e quando fui para o hospital eu nem conseguia falar mais de tanto cansaço, foi meu esposo que falava por mim”, disse ela, que ficou internada na ala de isolamento logo após o teste rápido dar positivo para Covid-19.

“Essa doença não é brincadeira. Eu peço a todos que se cuidem, porque não é fácil. Só quem passa por isso tem a verdadeira noção da gravidade e também os profissionais que estão na linha de frente e, nesse aspecto, quero dar meu testemunho sobre a forma como a equipe do hospital me tratou e trata os pacientes. Eles são anjos, de verdade, nos tratam com tanto carinho e dedicação que nem tenho palavras para agradecer”, disse ela.

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