Emissão de gases de efeito estufa aumentou 40% em 10 anos

Raquel Morais

Uma pesquisa do Centro Clima do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), apontou que as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa aumentaram 40% em 10 anos na cidade maravilhosa. Especialistas apontam os riscos dessa liberação do gás carbônico (CO2) na atmosfera como o abafamento, derretimento das calotas polares e aumento do nível do mar.

Os dados foram divulgados através da Análise da Evolução das Emissões, no período 2005-2015, no evento Terceiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Estado do Rio de Janeiro. Segundo nota as emissões totais de gases de efeito estufa no estado, em 2005, atingiram 66 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Esse número evoluiu para 75 milhões, em 2010, passando para 93 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2015. As emissões de consumo de energia da indústria tiveram aumento de 12% no quinquênio 2005-2010 e de 45,5% entre 2010 e 2015. Foram emitidos 5,4 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2005, número que subiu para 8,8 milhões em 2015. A isso se somam os processos industriais, que não resultam da queima de energia, disse La Rovere. Esses processos industriais emitiram 9 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente, em 2005, e 11,5 milhões, em 2015.

Segundo o oceanógrafo Leandro Calil, do Acqua Model – Oceanografia Aplicada à Segurança do Meio Ambiente, a emissão dos gases, que são prejudiciais para o ambiente, é discutido entre o vieis natural e o causado pelo homem. “Temos que ter ideia que o efeito estufa é processo natural que já aconteceu outras vezes com fases de aquecimento e resfriamento do planeta. É um processo natural geológico da Terra. Mas a ação do homem deixa isso mais rápido com o aumento da queima do combustível fóssil ou petróleo”, explicou. O especialista ressaltou ainda o aquecimento do planeta, derretimento das calotas polares e consequente aumento do nível dos oceanos já pode ser visto no Norte do Rio, como em Atafona, por exemplo. “Lá o mar está invadindo a cidade junto com várias dunas de areias. Moradores da faixa litoral da principal praia já abandonaram suas casas por conta desse problema. Temos que diminuir a emissão de gás carbônico na atmosfera”, exemplificou.

O coordenador do Centro Clima, Emílio La Rovere, explicou que alguns setores diminuíram as emissões de CO2 equivalente. Como agricultura, florestas e uso do solo. Ainda segundo nota outro setor com diminuição foi o de resíduos sólidos urbanos, com a captura do biogás (principalmente do metano) em aterros sanitários. No caso de resíduos sólidos, a meta é diminuir em 65%, até 2030, os quilos de emissões por habitante em comparação a 2005, quando foram calculados a produção de 322 quilos de CO2 por pessoa. Em 2015, o número caiu para 187 quilos por habitante.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

um × cinco =