Emenda do deputado Kim Kataguiri arrisca emprego de mais de mil frentistas em Niterói

O país tem o maior número de desempregados desde 2012, de acordo com o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feito trimestralmente. A taxa de desemprego atinge 14,8 milhões de pessoas. Como se isso já não fosse o suficiente, uma emenda proposta pelo deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), pode deixar 1.200 frentistas de Niterói desempregados.

O deputado, justificando que o custo gerado pelos frentistas onera o valor dos combustíveis, propôs emenda à MP 1.063, visando revogar a Lei 9.956/2000, que proíbe a instalação de bombas de autosserviço. A medida levará à demissão meio milhão de frentistas em todo o país.

“É preciso que a população saiba que os salários dos frentistas refletem apenas 2% na composição dos preços dos combustíveis. É uma proposta inoportuna, em um momento onde o país supera mais de 15% da população desempregada. Ele fazer essa proposta em um momento como esse que o país enfrenta, significa que alguém do Congresso está fora da casinha. A categoria está mobilizada, dialogando com a sociedade, para que percebam a importância desse trabalhador”, conta o presidente do Sinpospetro Niterói e Região, Alex Silva.

Ele explicou ainda, que, o que realmente encarece os valores é o transporte, a carga tributária e a movimentação internacional. “O que encarece o combustível são os impostos, a carga tributária, o ICMS do Rio de Janeiro que é um dos mais altos do país. O grande vilão do combustível hoje é a alta do dólar, a política e os impostos, não o frentista”.

Hoje as empresas são obrigadas a qualificara seus funcionários para lidar com situações de incêndio, e para enfrentar os riscos de intoxicação pelo benzeno (que ocorre no momento do abastecimento). Os serviços prestados pelos frentistas ainda contribuem para a manutenção dos veículos com a verificação de água e óleo, e na calibragem dos pneus.

A ameaça aos postos de trabalho acontece ainda em plena pandemia, quando a categoria foi considerada essencial e ficou exposta na linha de frente, para manter em circulação viaturas policiais, de bombeiros, ambulâncias, caminhões, ônibus, etc.

Lembrando que a categoria não foi incluída no grupo da vacinação prioritária, mesmo sendo considerados trabalhadores essenciais. Mesmo assim, não parara e permaneceram trabalhando desde o início da pandemia.

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