Em visita à redação de A TRIBUNA, deputado do PSL, Márcio Labres fala do partido e de projetos para o país

“Aprovação da reforma da Previdência é o que Bolsonaro precisava para tocar outros projetos”

O deputado federal, Márcio Labres (PSL-RJ), visitou a redação de A TRIBUNA e defendeu a desburocratização nos processos de registro de remédios no Brasil, falou do seu projeto que objetiva a criação de uma exceção à contagem de pontos das infrações, com o qual infrações identificadas como administrativas não mais computarão pontos à carteira do proprietário do veículo, e ressaltou que, atualmente há ausência de propostas políticas pois os “candidatos só desqualificam os outros”.
Labres obteve a preferência de mais de 46.934 mil eleitores, tornando-se o sétimo deputado federal do partido mais votado do Rio de Janeiro. Ele, que é jornalista, nascido e criado em Irajá, defende as bandeiras das pautas da Economia, Saúde e Turismo. Com quase um ano de mandato, se julga adaptado com os processos e funcionamento da Câmara dos Deputados e apto para atender a população do Rio de Janeiro.

BOLSONARO – Segundo o deputado, com a aprovação aos trancos e barrancos da Reforma da Previdência no Senado, que era a principal meta do governo, agora é partir para a reforma Tributária. “Após esse ponto da previdência resolvido é o que o Jair precisava para poder tocar outros projetos. O Congresso, pela falta de trato do governo com o presidente da Câmara Rodrigo Maia, que representa o centrão, e dos outros 340 deputados que não são da oposição total e nem do PSL, vai se posicionar de acordo com o carinho do presidente. Então, o Jair vai ter que avaliar se é melhor ter a governabilidade e dar com o pé na porta ou avaliar o tempo inteiro com que ele vai negociar, para as coisas que ele precisa, e saber conversar com os 458 parlamentares que foram eleitos pela velha política”, disse Labres.

BANCADA FLUMINENSE – Labres disse que entre os 54 deputados da Bancada Fluminense é um membro que procura ajudar a todos, mas vê muitos colegas que atrapalham mais que ajudam. “São pessoas que acabam atrapalhando a visão do conservadorismo por estar na linha de frente. Por exemplo, a deputada Talíria do PSol, que é truculenta e sem noção. Não é normal o incentivo que ela dá ao homossexualismo nas escolas. A gente tem que bater é nas correntes políticas que ficam tentando promover o homossexualismo como um produto”, criticou.

PSL X GOVERNO DO ESTADO – Segundo o deputado, o rompimento do PSL com o governador Wilson Witzel é uma ‘briga de namorado’. “Faltou o Flávio [Bolsonaro] ter mais jogo de cintura, porque é o Witzel que está com uma postura anormal e isso ficou provado numa entrevista em que deu dizendo que ganhou a eleição sozinho, sem a ajuda do Bolsonaro. Então, se fosse o Flávio, faria uma coletiva de imprensa para dizer que as declarações do governador são mentirosas, pois quem pediu a ajuda há um ano foi o Witzel, que errou ao anunciar sua intenção em ser presidente da República”, declarou o deputado.
PSL – Sobre as próximas eleições, Labres disse que o partido hoje é um grupo de candidaturas alinhadas ao perfil do Bolsonaro, mas que precisa enxergar melhor a máquina pública, que foi tomada de assalto pelos partidos de esquerda. “Mesmo estando no poder ainda temos muitos servidores concursados no organograma do governo e que fazem de tudo para boicotar o governo. Muita gente do nosso partido está histérica com isso e a política é arte de convencimento. Essa falta de percepção da realidade fez muita gente se decepcionar”, realçou o deputado.

PROJETOS — Através do projeto de lei (PL 3533/2019) que segue em tramitação na Câmara dos Deputados, Marcio Labres quer o registro automático no Brasil de medicamentos validados pelas agências federais dos Estados Unidos e União Europeia – a Food and Drug Administration (FDA) e a European Medicines Agency (EMA), respectivamente. “A proposta pretende desburocratizar processos e dar agilidade aos procedimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável pelo controle nacional de medicamentos. Hoje, para ser registrado no Brasil, um medicamento ou insumo farmacêutico estrangeiro precisa ter comprovado o registro no país de origem e passar por um segundo processo de verificação de requisitos documentais e de segurança e eficácia de acordo com a legislação brasileira. A autorização pela Anvisa se daria, segundo o Projeto de Lei, desde que sejam fornecidos à agência brasileira, no pedido de registro, as mesmas informações concedidas às mencionadas entidades estrangeiras”, disse.
Labres também criou o Projeto de número 5050/2019, que altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, para criar as infrações administrativas, que não somam pontos na carteira nacional de habilitação. “Este projeto objetiva a criação de uma exceção à contagem de pontos das infrações, onde infrações identificadas como administrativas não mais computarão pontos a carteira do proprietário do veículo”, disse.

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