São Gonçalo e Rio das Ostras deixam estado de calamidade

Wellington Serrano –

São Gonçalo e Rio das Ostras decretaram calamidade financeira há um ano e A TRIBUNA foi conferir a situação do funcionalismo fluminense como está. Na contramão da crise, Rio das Ostras fez o dever de casa – ainda em 2017 – e hoje assegura o pagamento em dia do salário dos servidores públicos.

São Gonçalo sofreu fortes manifestações e o maior desafio, que desencadeou uma série de dificuldades, foi administrar o município com uma dívida em torno de R$ 600 milhões, deixada pela gestão passada. Nanci disse que conseguiu superar esses 12 meses com medidas duras.

“Meu objetivo é deixar um legado de responsabilidade com os gastos públicos. Estamos pensando não somente no agora, mas, principalmente, no futuro do município, nas próximas gestões. Tudo para São Gonçalo voltar a crescer e podermos oferecer serviços de qualidade para as pessoas”, afirmou Nanci.

“Assumi a prefeitura em janeiro de 2017 com vários serviços essenciais não sendo prestados à população. No primeiro dia do meu governo (2/01/2017), cheguei na prefeitura e o prédio estava às escuras, por falta de pagamento da energia elétrica. Minha primeira reunião foi na porta principal da prefeitura, com representantes da concessionária”, recordou o prefeito José Luiz Nanci (PPS).

Ainda segundo Nanci, assim que assumiu havia toneladas de lixo acumuladas por toda cidade, devido à coleta irregular.
“Foi um dos grandes problemas que enfrentamos. Havia muito lixo espalhado, pequenos lixões se formaram. Foi muito difícil, mas conseguimos limpar a cidade e garantir o retorno do serviço”, recordou.

O prefeito disse também que as contas estavam quase todas atrasadas ou com algum tipo de débito passado ou futuro. “Um verdadeiro caos. Um dos compromissos que assumi publicamente foi não atrasar os salários dos servidores, ativos e inativos. E consegui cumprir com esse compromisso durante todo o ano de 2017. Cabe ressaltar que ainda tive que pagar as folhas salariais de dezembro e o 13º de 2016”, realçou o chefe do Executivo.

Uma situação parecida que passou Rio das Ostras. Além do pagamento em dia do salário do funcionalismo e do 13º adiantado, Rio das Ostras vive um momento de ascensão em obras e iniciativas que melhoram o dia a dia do riostrense. Para superar a crise e garantir economicidade aos cofres públicos em tempo de crise, a atual administração de Rio das Ostras diz ter trabalhado de forma responsável.

“No início de 2017 foi feita uma reforma administrativa na estrutura organizacional do Poder Executivo. Desde então, todas as ações e investimentos estão sendo feitos com cautela para atender ao que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal e para não comprometer o exercício orçamentário”, disse o prefeito Carlos Augusto Carvalho (PMDB) .

Ele frisou que mesmo com as dificuldades financeiras encontradas, a Prefeitura de Rio das Ostras efetuou uma reforma administrativa.
“Fizemos a extinção de quatro secretarias de governo – Esporte e Lazer, Comunicação Social, Ciência, Tecnologia e Inovação, além de Serviços Públicos”, disse o prefeito ao destacar ainda a redução de 20% nos vencimentos dos Agentes políticos (prefeito, vice, secretários e subsecretários), cargos comissionados e funções gratificadas.

“Tais medidas representaram uma redução de 37% na folha de pagamento do primeiro mês, se comparada à média das folhas do último ano. A maior diferença foi no pagamento realizado aos contratados. Somente nos primeiros meses de 2017, a economia foi de cerca de 85%”, realçou.

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