Em depoimento, casal volta a negar denúncia de racismo em Itacoatiara

Prestou depoimento, na manhã dessa quarta-feira (1º), o casal acusado de racismo contra um grupo de cinco jovens, moradores de São Gonçalo, na Praia de Itacoatiara, Região Oceânica de Niterói. O caso aconteceu no último sábado (28). O casal manteve versão apresentada por eles à reportagem de A TRIBUNA e negou que tenha praticado atos racistas.

De acordo com o delegado Fábio Barucke, titular da 81ª DP (Itaipu), responsável pela investigação, o casal alegou ter encontrado o grupo ouvindo som alto na praia e solicitado para que abaixassem o volume, o que não teria sido atendido pelos jovens. Ainda de acordo com Barucke, a equipe de investigação irá identificar possíveis novas testemunhas e intimá-las a depor.

“Eles falaram que encontraram o grupo com som alto e pediram para abaixar e as cinco pessoas não quiseram abaixar e ficou a confusão. Eles negam ter injuriado. Foi instaurado inquérito do fato. Houve uma agressão e vai ter lesão corporal. Vamos aguardar para ver outras testemunhas para a gente relatar e encaminhar para a Justiça”, explicou o delegado.

Discussão aconteceu na orla de Itacoatiara – Foto: Reprodução

A lesão corporal se refere à denúncia de agressão física. Os jovens afirmam que, em meio à discussão, um deles teria sido agredido pelo casal. O delegado também explicou que o inquérito será finalizado apenas após todas as testemunhas serem ouvidas, o que deve acontecer em um prazo de até um mês. É importante ressaltar que crime de racismo prevê pena de um a cinco anos de prisão, além de multa.

Recordando

Na manhã de sábado, um grupo de cinco amigos do bairro Tribobó, São Gonçalo, que tinha acabado de chegar em Itacoatiara para passar o dia na praia, teve seu momento de lazer interrompido devido a um desentendimento com um casal de moradores da região. De acordo com uma das vítimas, o casal exigiu que um dos amigos desligasse o aparelho celular que estava conectado a um sistema de som.

Ainda segundo relato do jovem, seu amigo teria se negado a desligar o aparelho justificando que se tratava de um local público e que ele não era obrigado a deixar de fazer uso do equipamento. “Logo após chegarmos na praia, ligamos o som e, 15 minutos depois, apareceu o casal mandando desligar tudo e sair da praia.” A partir desse momento, o jovem relata que começaram as agressões.

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