Na luta pelo quarto outro, seleção masculina de vôlei estreia contra a Tunísia neste sábado (24)

Jogo vai acontecer às 23:05 no horário de Brasília

Tóquio 2020

Dona de três medalhas de ouro e três pratas na história dos Jogos Olímpicos, a seleção brasileira masculina de vôlei dá o primeiro passo em busca da quarta medalha de ouro. O primeiro desafio será inicia neste sábado (24) contra a Tunísia, às 23h05 no horário de Brasília, na Ariake Arena, pelo Grupo B.

O técnico Renan Dal Zotto descreve o grupo onde o Brasil se encontra como “forte e perigoso”. E ele alerta para o desconhecimento sobre a Tunísia, pois o adversário pode tirar proveito disso para tentar surpreender. Por isso que o treinador pede atenção total contra a seleção oponente.

“Temos consciência de que é um grupo forte e perigoso. É preciso muita atenção jogo a jogo. Na estreia, temos um adversário pouco conhecido do vôlei brasileiro. E estreia é sempre um jogo de risco. Na segunda rodada, temos um clássico contra a Argentina. Os russos estão entre os melhores do mundo ao lado de EUA e França. Precisamos buscar, além da classificação, uma boa posição no grupo”, afirmou Renan.

Em Tóquio, a seleção brasileira conta com os levantadores Bruninho e Fernando Cachopa; os opostos Wallace e Alan; os centrais Lucão, Maurício Souza e Isac; os ponteiros Lucarelli, Leal, Maurício Borges e Douglas Souza, e o libero Thales. Entre eles, Bruninho, os dois Maurícios, Lucão, Lucarelli, Douglas Souza e Wallace estavam na campanha vitoriosa do Rio 2016 e podem entrar para a lista de bicampeões olímpicos.

Filho do antigo técnico da seleção, Bernardinho, Bruninho pode se tornar o recordista de medalhas olímpicas do vôlei masculino, igualando-se ao ex-líbero Serginho. O ex-jogador soma quatro medalhas, sendo dois ouros e duas pratas, enquanto o levantador é dono de um ouro e duas pratas.

“É uma marca que seria muito especial, mas, neste momento, eu penso apenas no nosso trabalho, em buscar nosso objetivo como grupo. Quando eu parar de jogar, farei as contas e vejo o que deu. O mais importante é a seleção, as marcas pessoais e os recordes ficam para depois”, disse Bruninho, escolhido para ser porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura ao lado da judoca Ketleyn Quadros.

Sobre a defesa da medalha de ouro dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o levantador frisou que a responsabilidade de vestir a camisa da seleção sempre foi muito grande. “Tivemos a maior pressão das nossas vidas ao disputar os Jogos Olímpicos em casa. Passamos por momentos difíceis nos jogos e conseguimos superar. Está todo mundo calejado, ciente do seu papel dentro de quadra e prontos para jogar”, finalizou Bruninho.

Na primeira fase, as 12 equipes estão divididas em dois grupos de seis times cada um. Os países se enfrentam dentro de cada grupo e os quatro mais bem colocados de A e B se classificam para as quartas-de-final, em cruzamento olímpico (1A x 4B, 2A x 3B, 1B x 4A e 2B x 3A). Os vencedores avançam para as semifinais. Os ganhadores fazem a disputa da medalha de ouro, enquanto os perdedores se enfrentam pelo bronze.

Além da Tunísia, os demais adversários na primeira fase serão Argentina, COR (Comitê Olímpico Russo), Estados Unidos e França.

O Brasil subiu pela primeira vez ao topo do pódio em Jogos Olímpicos em Atenas 2004. Em Los Angeles 1984, Pequim 2008 e Londres 2012, o time ficou sem segundo lugar.

Foto: Miriam Jeske/COB

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

vinte + 14 =