Em 17 municípios do RJ não houve a média de um óbito por mês

Em 17 municípios do RJ não houve a média de um óbito por mês

Estamos no 14º mês após a primeira morte causada por Covid-19 no Brasil. Mas, no Estado do Rio, existe uma gama de municípios onde ocorreram 14 ou menos mortes neste período.

Na primeira situação, estão Arraial do Cabo, e a isolada São Sebastião do Alto, que, porém, registraram 553 e 345 casos confirmados, impondo tratamento.

Já Miracema registrou 13 óbitos.

A lista prossegue com Cantagalo, com 11 vidas perdidas; Cardoso Moreira, Mendes, e Rio das Flores, 9 óbitos, em cada; Bom Jardim e Quatis, oito, cada; Santa Maria Madalena e Carapebus contam 7 mortes; Cordeiro, 6 vidas perdidas diante de 1.929 casos; Laje do Muriaé, 6 pessoais perderam a vida para a Covid-19; e, com 5 casos cada: Macuco (o menos populoso do Estado), Duas Barras, São José do Ubá, a pequena Varre Sai – terra de Baden Powel e produtora de uva. Com maior orgulho está Trajano de Moraes, com apenas dois casos.

Passaram um pouquinho, na primeira listagem citada acima, Aperibé (terra de Alaor Eduardo Scisinio) e São João da Barra, com 16 cada.

Todos são municípios sem as aglomerações dos perigosos centros urbanos, indicando o caminho para a “volta ao interior”.

Paes com Covid

Rio de Janeiro – O prefeito Eduardo Paes inaugura sala de visitação do Museu do Amanhã, em construção no Pier Mauá, zona portuária do Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Acometido por “gripezinha” e uma dor de garganta, à noite, o prefeito Eduardo Paes submeteu-se logo cedo a um teste rápido que deu positivo e a sua determinação foi de ficar em isolamento do médico.

Já em maio do ano passado, ele havia noticiado ter sido atacado pelo vírus, ficando em isolamento.

De S. Vicente a S. Pedro

Não há santo para fazer a ligação São Vicente de Paulo-São Pedro da Aldeia, interrompida pela Oriente em 2002, no governo Garotinho, embora superfaturada e com receita em dia, como apurou o Ministério Público.

Dos 18,5 km foram executados apenas 2,6 kn. O custo deveria ser de R$ 521 mil por km.

Uma juíza concedeu liminar e estabeleceu prazos para execução da obra.

Na época acusaram Garotinho de estar favorecendo à Via Lagos, que tem um percurso paralelo com custo alto de pedágio, temerosa de perda de receita.

O asfaltamento da RJ-140 geraria uma alternativa e evitaria quem vem do norte-fluminense ter de alongar a viagem após passar Silva Jardim, indo até Rio Bonito e percorrendo os 57 km da Via Lagos.

Da Br-101, há asfalto ligando Silva Jardim até São Vicente de Paulo e, dali, restam 22 km. Uma gigante economia de percurso e de gastos.

Não precisa clamar por Deus. Basta uma CPI para apurar este sacrifício imposto ao povo do Estado do Rio.

Ídolos sem culto

As cidades não cultivam os seus valores. Os nativos que vão encontrar luzes em outras, são como sementes exportadas. Saíram da terra e tornaram-se frutos maravilhosos em outros campos. Alguns chegaram ao apogeu, como o menino gonçalense Thomas. Soares da Silva, favorecido com a oportunidade de jogar pelo Carioca, talvez pela condição de filho do fundador. Foi encontrar mais espaço na terra carioca. Ganhou o Mundo. Foi idolatrado por grandes craques das época e após ela. Jogou, mas não deu o primeiro título de Campeão Mundial ao Brasil, mas apenas o de vice, em 1950.

Zizinho nasceu próximo do dia em que São Gonçalo comemorava sua separação de Niterói. Nasceu em 14 de setembro de 1921, e morreu no ano em que completaria oito décadas de vida.

As artimanhas do destino deixaram o registro desta data como o início da campanha para retirar o nome do Estádio Mestre Ziza integrante do Complexo do Caio Martins. Niterói reagiu. Afinal, Zizinho, aposentado, lutou para dar um estádio ao Canto do Rio FC.

Botafogo, o coveiro

O Botafogo, agora mais uma vez na 2a. Divisão, ocupa indevidamente o “Caio Martins, numa ação que matou o futebol de Niterói, terra de craques de brilho internacional e onde Zizinho passou a morar, convivendo com Amarildo, Altair, Jair Marinho e Gerson.

Pelé e ainda está vivo. Não pode dar seu nome ao Maracanã ou ao Caio Martins. Veio depois de Zizinho, aquele de quem foi fã e agora, ao chegar aos 80 anos, assistiu a iniciativa de ser dado o seu nome ao Maracanã.

Ele é também uma semente de exportação. Não deram o nome de Edson Arantes do Nascimento ao Estádio da Vila Belmiro, em Santos, onde nasceu e deu brilho ao Santos FC.

Mas Niterói espera, em breve, reaver o Estádio Mestre Ziza para despontar mais valores locais para o futebol.

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