Educadores alertam para o perigo na brincadeira da rasteira

Recentemente a publicação de vídeos com uma brincadeira batizada de rasteira ou quebra-crânio está movimentando a comunidade acadêmica. Na situação três pessoas ficam enfileiradas e a do meio, a vítima, deve dar um pulo e as duas das pontas dão um chute nas pernas e a pessoa cai no chão. A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que está mobilizando os grêmios estudantis das escolas estaduais realizando ações educativas de conscientização e prevenção. As secretarias municipais de educação de várias cidades da Região Metropolitana já estão adotando medidas para coibir a brincadeira de extremo mau gosto.

E para chamar atenção das crianças, adolescentes e responsáveis alguns municípios estão tratando o assunto de diferentes formas. A Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo de Itaboraí produziu um vídeo, junto com os alunos e professores da Escola Municipalizada Joaquim Pedro de Andrade (CIEP 452), que, segundo nota, será divulgado nas escolas em repúdio ao desafio quebra-crânio. E ainda esclareceu que o assunto está sendo abordado pelos professores junto aos alunos.

Já a Secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo informou que sempre orienta todos os profissionais de educação a ficarem atentos a toda e qualquer questão deste tipo dentro das unidades escolares e, principalmente, as que possam atentar contra a dignidade do aluno e que venham a prejudicar a sua integridade física. Diante da situação, diretoras e professoras já estão orientadas e atentas neste sentido.

E na rede particular de ensino também está tendo mobilização. O colégio Centro Educacional Estação do Aprender, em Santa Rosa, por exemplo, informou que uma psicóloga presta serviço para a unidade quatro vezes por semana. A dinâmica é parte também da atividade Oficina do Pensamento para propor reflexões entre as crianças.

“Estamos constantemente atentos as demandas relacionais e sociais que nossos alunos apresentam. Através de brincadeira, histórias e rodas de conversa conseguimos criar um ambiente de troca e reflexão, proporcionando um trabalho de educação socio-emocional. Nos últimos dias algumas turmas trouxeram para a aula o tema dos vídeos que viralizaram pela internet de ‘brincadeiras’ perigosas, o que nos proporcionou momentos reflexivos nos quais podemos debater sobre as consequências de nossas atitudes”, contou a psicóloga Luana Medeiros, 32 anos.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro (Sinepe-RJ) se manifestou sobre o assunto e repudia toda e qualquer brincadeira, como o desafio da rasteira, que venha a colocar em risco a integridade física do aluno ou de qualquer colaborador das instituições de ensino. Muitas escolas associadas se pronunciaram quanto aos fatos, enviando circulares explicativas e vídeos de incentivo ao respeito e integridade entre todos da comunidade escolar.

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