Educadora morta em SG também pode ter sido estuprada

Augusto Aguiar –

Paralelamente ao trabalho de investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) para elucidar o bárbaro assassinato da professora Angélica de Figueiredo Lima, de 42 anos, ocorrido na última terça-feira, agentes da especializada também aguardam o resultado de laudos periciais que podem confirmar que a vítima também teria sido estuprada. A titular da DHNSG, delegada Bárbara Lomba, confirmou o fato na manhã de ontem. Angélica de Figueiredo foi atacada dentro de sua própria residência no bairro Rio do Ouro, com golpes de tesoura, queimada com ferro de passar roupas e ainda sofreu estrangulamento com um fio.

De acordo com Bárbara Lomba, o laudo já foi solicitado, mas sem previsão de data para resultado. Ela revelou ainda que a equipe de investigação está realizando uma espécie de mapeamento dos últimos locais onde a vítima esteve antes de seguir para sua residência, na Rua Manuel Gonçalves Montes, em Rio do Ouro. A Polícia Civil está requisitando imagens de câmeras de segurança instaladas nos perímetros destes locais, com objetivo de identificar com quais pessoas a professora esteve no intervalo após sua saída do local de trabalho, numa escola no bairro do Ingá, na Zona Sul de Niterói, até sua chegada em casa.

“O laudo não está pronto ainda. A gente só conversou com o legista. Tem a possibilidade de violência sexual. Tudo, em termos de possibilidade de câmeras de segurança, está sendo analisado, onde ela residia e no shopping (no Centro de Niterói), onde ela esteve antes de seguir para casa. Vamos ver tudo”, afirmou a delegada.

Sobre a possibilidade de mais de um assassino, Bárbara Lomba explicou: “Sempre tem a possibilidade de mais de uma pessoa, mas o local era muito pequeno. Sobre suspeitos, a gente encontrou algumas coisas que podem levar a algumas possibilidades. Latrocínio (roubo seguido de morte) não foi. Passional ainda não sei. Precisamos avaliar se pode ser alguém conhecido, que poderia ter alguma prova do local. Mesmo que ela não tivesse um relacionamento com alguma pessoa, poderia ser alguém que conhecesse. Eu acredito. É o que parece e indica”, acrescentou a delegada, afirmando ainda que mais pessoas da família da professora serão ouvidas na DHNSG, como um tio e uma irmã.

“Vamos ver todos os passos dela. Ninguém sabe de um relacionamento dela com outra pessoa. Era muito reservada. No imóvel, a porta dos fundos estava aberta, e nenhum sinal de arrombamento foi encontrado na porta principal. As imagens vão esclarecer muita coisa. Elas estão sendo analisadas e também tem a qualidade desse material”, concluiu Bárbara Lomba.

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