Educação de SG economiza R$ 4,2 milhões com merenda, sem perder a qualidade

Secretário de Educação de São Gonçalo desde janeiro, Diego São Paio vem incomodando muita gente na cidade. Crítico ferrenho da gestão passada, quando estava cumprindo mandato de vereador, Diego está colocando a educação da cidade nos trilhos, reduzindo o número de funcionários e o valor de contratos da pasta, como aluguéis e a merenda, uma das áreas fundamentais e disputada por muitos.

A TRIBUNA – Secretário, a Câmara de Vereadores acusou o senhor de superfaturar a merenda. Qual a situação da merenda hoje?
Diego São Paio – Foi publicada no Diário Oficial a homologação do contrato, com a estimativa do valor do serviço por bimestre, R$ 4,6 milhões. Esse valor refere-se ao teto do serviço, o máximo que poderíamos gastar. Em fevereiro, março e abril a merenda custou um total de R$ 2,5 milhões, bem abaixo da estimativa. Gastamos menos do que o previsto e nossas crianças têm merenda. Nosso gabinete está aberto para que os vereadores possam consultar todos os documentos e contratos. É importante para a cidade o trabalho de fiscalização dos parlamentares, mas é necessário que tomem conhecimento do que está acontecendo na secretaria de educação. Estamos vendo apenas acusações injustas.

AT – Por que um contrato emergencial?
DSP – Porque a antiga gestão não deixou pronta a documentação necessária para a abertura da licitação. Merenda é um assunto delicado, precisa da elaboração de cardápio, considerando alergias e intolerâncias. Isso leva tempo e não conseguiríamos terminar a licitação a tempo do início das aulas e os alunos ficariam sem merenda. Optamos por não renovar o contrato com a empresa que prestava o serviço na gestão anterior porque o fornecimento era irregular e ela é investigada pelo Tribunal de Contas do Estado. O Ministério Público, inclusive, moveu uma ação judicial exigindo o fornecimento contínuo de merenda. O próprio MP nos deu o aval para o contrato emergencial justamente para evitar que os alunos fossem prejudicados. Enquanto isso, demos início à licitação. A homologação da empresa vencedora será divulgada em breve.

AT – Qual a situação da pasta hoje?
DSP – O prefeito José Luiz Nanci me deu o desafio de fazer a melhor educação para os nossos alunos. Assim, temos trabalhado incessantemente e estamos com muitos projetos legais. Estamos buscando parcerias para fazer mais com menos. Reativamos o programa Saúde na Escola em um projeto piloto no Menino Jesus, no qual os alunos recebem atendimento bucal gratuito e que despertou o interesse de estudantes holandeses de odontologia. Estamos realizando eventos esportivos nas unidades. Inauguramos neste mês a primeira escola da gestão do prefeito Nanci, a Nicanor Ferreira Nunes, no Jardim Catarina. As obras ficaram paradas durante o mandato de dois ex-prefeitos e conseguimos entregá-la antes do prazo previsto. Fomos a Brasília e ganhamos um novo prazo para usarmos verbas federais para a construção de escolas, de quadras poliesportivas e modernização das unidades. Acabamos com os funcionários fantasmas. Eram 700 nomeados só na sede da secretaria, que nem comporta tanta gente assim.

AT – Como lida com as críticas?
DSP – Estamos trabalhando muito, com planejamento e honestidade, que é o mais importante. Ser honesto na política é muito difícil. Ser corrupto é muito mais fácil. Mas eu escolhi o caminho da honestidade, que foi como sempre pautei minha vida. É mais difícil, mas recompensador. Durmo com a minha consciência tranquila. Quando eu fui vereador, fiz uma audiência pública sobre educação e procurei os colegas para abrir a CPI da merenda, mas poucos assinaram. Ser vereador é fiscalizar e legislar, mas é fundamental entender os trâmites burocráticos. Sempre me coloquei à disposição para atender a população e aos vereadores. Já estive na Câmara duas vezes esse ano, em uma plenária e em uma audiência pública da educação. Não tenho o que esconder.

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