Educação de SG continua em greve. Bancários também podem parar

Raquel Morais –

Os professores e funcionários da rede municipal de educação de São Gonçalo continuam em greve desde o dia 3 de agosto. A categoria caminha para a terceira semana de reivindicação contra defasagem salarial e melhores condições de trabalho, com 75% de adesão dos profissionais de várias escolas do município. Amanhã (22), às 9h, os profissionais, liderados pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-SG), vão fazer uma nova assembleia para definir os rumos da paralisação. E não é só a educação que luta por melhorias. Hoje, às 14h, os bancários também vão se reunir para definir se a categoria entrará em greve ou não, através da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

A questão salarial é alvo do movimento grevista da Educação e seus representantes explicam que os professores em início de carreira estão recebendo R$ 933, enquanto o piso nacional aponta para 1.264,34; A defasagem salarial também ocorre com auxiliares de creche e inspetores e merendeiras. O Sepe-SG também é contra a escolha, sem eleição, dos diretores de escola. O último reajuste dado à categoria foi em 2015, de 6,54% para professores e 1,5% para funcionários. Na época se pleiteava algo em torno de 12%.

No Colégio Municipal Presidente Castelo Branco, no Boaçu, somente são ministradas as aulas noturnas.

“Não estou tendo aula e isso me preocupa. Eu queria ter aula para ter base para ajudar a melhorar a vida da minha família no futuro”, comentou uma aluna que não quis se identificar.

A diretora do Sepe-SG, Michele Alvarenga, também comentou sobre a falta de aula dos alunos.

“Estamos lutando por melhores condições de trabalho e por um ensino de qualidade para os milhares de estudantes do município. Estamos realmente preocupados com essa questão, já que somos nós que estamos diariamente na sala de aula com os alunos”, comentou.

A Prefeitura de São Gonçalo informou que para atender à categoria dos professores, o governo está implementando, ainda neste mês, o piso nacional de 2018, no valor de R$ 1.350,42 para professor docente II e R$ 1.785,94 para professor docente I, na base salarial a título de abono. Disse que, das sete reivindicações recentemente apresentadas pelo sindicato da categoria, seis estão sendo atendidas na integralidade e de forma financeiramente possível.

“Atualmente, nenhum funcionário recebe, a título de remuneração, menos que um salário-mínimo, levando-se em consideração o que determina a Constituição Federal, Súmulas Vinculantes do STF e Estatuto do Servidor Público Municipal”, conclui a nota.

Bancos – O Sindicato dos Bancários de Niterói e Região está em negociação com representantes patronais e definirá hoje se a categoria entrará em greve.

“Ou apresentam proposta decente, com aumento real e manutenção dos direitos, ou estarão empurrando a categoria para a greve”, afirmou Juvandia Moreira, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. Os bancários pedem o fim das demissões, da retirada de direitos da classe trabalhadora, de privatizações e melhores condições de trabalho.

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